Entrevista com José Leôncio, diretor do Colégio Águia

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1) Há quanto tempo o senhor atua como gestor educacional do colégio águia, e qual o seu percurso profissional?

JL – A nossa ação no Colégio Águia vem de 2008, estamos há 10 anos no município de Santa Bárbara oferecendo educação de qualidade para toda o público que está conosco. 

A minha formação original  é de Bacharel em Segurança Pública pela Academia de Polícia Militar da Bahia, e na Polícia Militar eu tenho curso de pós graduação e curso de Gestão Estratégica. Esses cursos que frequentei me fazem ter experiência na parte administrativa e gerencial, portanto, a minha formação facilita o meu desempenho da função de gestor escolar.

2) Quais são para o Sr as principais responsabilidades do gestor educacional?

JL – As principais responsabilidades giram em torno de você se manter atualizado com toda legislação escolar, você buscar oferecer ensino de qualidade aos seus alunos, e pra isso, buscamos selecionar professores qualificados, fazendo ser traduzido em números os nossos resultados, com um ótimo índice de aproveitamento nos vestibulares, principalmente das universidades públicas. Já fizemos com que chegassem à universidade alunos em curso de medicina, direito, engenharia, serviço social, pedagogia, biomedicina, entre outros cursos. Temos turmas nossas com 100% de aproveitamento em Universidade Pública, então, esses números nos habilitam a afirmar que estamos no caminho certo. 

Além disso nós temos uma parceria com o SAS, a plataforma de Educação Ari de Sá, que é um sistema de ensino premiado no Brasil. O SAS têm altos índices de qualificação e de resultados. Eles estão entre os melhores no nível de aproveitamento de aprovação no ENEM, no ITA, em universidades estrangeiras, então somos parceiros de um sistema de ensino que, apesar da parceria ser recente, já percebemos uma melhora na qualidade dos nossos alunos, e pretendemos crescer muito mais com essa parceria.

3) Qual é a relação da comunidade com a escola, e como os pais participam do desenvolvimento dos filhos?

JL – Nós temos uma boa aceitação na comunidade e temos uma boa parceria com os pais, são muito presentes na vida escolar e estão conosco sempre que precisamos. Além disso, a escola está sempre de braços abertos para as demandas particulares dos pais, inclusive nossa coordenação como um todo, é muito solícita e elogiada pelo seu porte frente às demandas trazidas por cada pai. Para melhorar o contato com os pais temos ainda, o SAS (Plataforma Ari de Sá – nosso sistema de ensino) e o GRAFITE (sistema de gerenciamento da secretaria escolar) que permitem um acompanhamento dos pais em termos de agenda escolar, atividades dos alunos, informativos enviados aos responsáveis, pois eles têm acesso por aplicativos em celulares e computadores, o que permite o acompanhamento virtual também.

E na comunidade além de termos um bom reconhecimento, a gente busca desenvolver junto aos nossos alunos essa interação comunitária com ações sociais, projetos voltados para a vida no município, que nos levam a conhecer bem e discutir os problemas locais e procurar soluções, e essas soluções por vezes a gente indica aos órgãos públicos, nós buscamos muito ter esse olhar voltado para a comunidade e o bem dela.

Nós temos, inclusive, um levantamento acerca do Rio Pojuca que nasce aqui em Santa Bárbara e é muito degradado hoje em dia, mas buscamos tê-lo como foco para que possamos ter um trabalho de recuperação de suas margens, mata ciliar.

Além da parte social a escola faz campanhas de solidariedade, principalmente no natal, páscoa e dia das crianças. Fazemos também campanha de agasalhos, de cobertores, visando assistir os mais necessitados nesses momentos de frio, portanto, estamos buscando sempre despertar nos nossos alunos esse lado de solidariedade.

4) Qual a sua opinião quanto aos novos modelos de ensino, e a nova era digital?

JL – Nós estamos em processo de implantação de uma mudança para uma nova Base Curricular, que veio para ficar e estamos buscando nos adequar o mais breve possível no sentido de viabilizar acontecer aqui o nosso colégio, para nos encaixarmos nessas normas e para tanto, oferecemos aos nossos colaboradores cursos sobre a implantação da Nova Base Curricular e estamos em constante formação para trabalhar conforme a nova norma.

A nova era digital é uma realidade imprescindível. Inclusive, fizemos um investimento grande agora para tornar os nossos espaços digitais, disponibilizando também aos alunos laboratórios de informática, para que eles possam realizar pesquisas e trabalhos. Temos ponto de rede em todas as salas, possibilitando aos professores uma aula muito mais interativa e com recursos atualizados para dinamizar o cotidiano. Além disso, não há nada mais digital que Educação à Distância, a qual existe com um elo entre a sala de aula e o campo virtual, e nós estamos perfeitamente encaixados nesse eixo com a implantação da UNEF EAD no Colégio Águia.

5) Como o Sr ver a educação de modo geral, e quais as perspectivas dos modelos educacionais municipal, estadual e privado?

JL – Infelizmente a escola pública deixa algumas lacunas. Existe um esforço muito grande das gestões tanto em nível municipal quanto estadual para manter a qualidade do Ensino Público, que já foi melhor no passado, mas é uma educação que abraça um grande número de alunos e que está disponível no nosso município.

Existe uma educação no nível superior estadual e federal de ótima qualidade que são as Universidades Públicas, que são o maior foco de aprovação para os alunos que deixam o Ensino Médio. Mas no nível privado também há uma educação de qualidade. As faculdades particulares têm um nível de excelência tal qual as universidades públicas. Então, é feito um trabalho bom, mas ainda há muito o que se evoluir nesse quesito. Quando procuramos literaturas científicas, vemos que há países que estão muito mais avançados do que o nosso nessa construção do saber, pois temos uma produção científica muito rara, deixando a desejar.
No campo de Santa Bárbara a gente pode dizer que a escola pública se faz acontecer em todos os segmentos, desde a creche até o ensino médio, e a escola no Ensino Básico ocorre no âmbito municipal, estadual e privado. E nós temos a satisfação e privilégio de dizer que o Ensino superior ocorre na nossa cidade por nosso intermédio, pois somos polo de uma Faculdade de qualidade que é a UNEF (Unidade de Ensino de Feira de Santana), que é do Grupo Nobre, o qual é detentor dos títulos de Melhor Faculdade do Interior da Bahia e 2ª Melhor Faculdade da Bahia, para o barbarense, sem precisar se deslocar para outro local com o intuito de obter o 3º grau.

Guto Dinamus

Terra Santa Notícias 

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