Dono de loja de telefonia é preso após ameaçar divulgar fotos íntimas de cliente

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O risco iminente de ter suas fotos e conversas íntimas divulgadas nas redes sociais atormentaram por uma semana a vida de uma recepcionista de 33 anos da cidade de Feira de Santana. Após deixar o celular numa loja para revenda, ela foi chantageada pelo proprietário para fazer sexo após ele ter acesso ao conteúdo do aparelho de forma criminosa. A aflição da vítima chegou ao fim nesse domingo (21) com a prisão em flagrante do criminoso num motel.

Fernando Alves Souza Coelho, 34 anos, dono da loja Lengo Cel, foi autuado pelos crimes de ameaça e conjunção carnal ou ato libidinoso com alguém mediante fraude na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana.  Ele passará por audiência de custódia nessa quarta-feira (24).

No último dia 14, a recepcionista foi à Lengo Cel, situada na Rua JJ Seabra, Centro de Feira, na tentativa de consertar um aparelho Iphone. No entanto, durante a negociação, a recepcionista acabou comprando um aparelho novo. Ela teve um desconto após entregar o aparelho antigo – cautelosa, apagou todas as informações, mas o cuidado não surtiu efeito.

“Ele recuperou todos os dados móveis do Iphone de forma criminosa, usando recursos através de um computador e um cabo USB para invadir a privacidade dela”, contou o advogado da vítima, Péricles Novais.

Dois dias depois, inicialmente, Fernando Alves ligou para a recepcionista dizendo que queria ter um encontro amoroso, mas ela negou, respondendo que não tinha interesse, que era comprometida.

As ameaças duraram uma semana. As mensagens chegavam ao celular da recepcionista várias vezes durante o dia. Em algumas delas, a vítima pedia para Fernando Alves parar, que ele estava fazendo chantagem – o empresário, no entanto, insistia em fazer sexo com a vítima, inclusive dava detalhes o que pretendia fazer com ela num motel. “Ela já estava mais que desesperada. Minha cliente tem uma filha de 15 anos. Ele disse que além de disseminar as fotos e conversas para grupos de WhatsApp, inclusive da família, ia mandar o conteúdo para a filha dela”, disse o advogado.

 

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