Conferência Estadual de Saúde reúne 2 mil pessoas e discute políticas públicas do setor

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Foto: Divulgação

Cerca de duas mil pessoas acompanharam a abertura oficial da 10ª Conferência Estadual de Saúde na manhã desta segunda-feira (8). Entre o público do evento que segue até a próxima quarta-feira (10) estiveram usuários do Sistema Único de Saúde, trabalhadores e gestores da área de saúde.

 

A conferência é uma iniciativa do Conselho Estadual de Saúde e tem apoio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). “Essa conferência é a consolidação do apoio da gestão estadual ao sistema de saúde. Este é o segundo evento realizado na nossa gestão e tem a participação de representantes de todos os 417 municípios que estão aqui com mais de mil delegados de saúde das suas regiões. A intenção é trazer mais informações e propostas para ampliarmos e consolidarmos o sistema de saúde em todo o estado”, esclareceu o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas.

 

A conferência magna, na abertura do evento, discutiu o tema ‘Democracia e Saúde: Saúde como Direito e Consolidação e Financiamento do SUS’, que teve coordenação do professor da Universidade Federal da Bahia, Jairnilson Paim. O presidente do Conselho Estadual de Saúde, Ricardo Mendonça, destacou que a partir das discussões realizadas no evento sairão as 21 diretrizes que serão encaminhados ao Conselho Nacional. “A Conferência é uma ferramenta do Sistema Único de Saúde com participação do controle social onde se discute a política estadual e nacional de saúde.  Ao final, o relatório da etapa estadual e as 21 diretrizes do Estado da Bahia serão encaminhadas para a Política Nacional de Saúde”, disse.

 

A abertura do evento contou com a participação do médico Drauzio Varella, convidado para falar sobre Saúde Pública. Entre os pontos abordados pelo profissional, ele ponderou que eventos como a conferência ajudam na elaboração das políticas de saúde. “O Brasil não tem política de saúde porque a cada 10 meses o ministro da pasta é trocado. Com essa mudança os estados ficam perdidos no que se refere à política nacional de saúde”, defendeu Drauzio.

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