Confira um ‘balanção’ do Vitória no 1º turno da Série B

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Vitor Villar

Não há tempo para pensar muito. O segundo turno começa para o Leão já nesta sexta-feira (30), às 21h30, no Barradão, contra o Botafogo-SP.

Fazendo uma projeção espelhada, o Leão terminaria a Série B com 40 pontos. Desde 2006, quando foram adotados os pontos corridos, a média dos 17º colocados foi de 43,6 pontos. Nenhum time com 40 pontos escapou.

Foram 19 rodadas de mais sofrimento do que alegria para a torcida. No gráfico abaixo, percebe-se o sobe e desce do Vitória na tabela ao longo do primeiro turno. Foram nada menos que 13 rodadas no Z4.

A equipe passou exatos três meses na zona da degola, da 4ª rodada, no dia 18 de maio, até a 15ª, no dia 18 de agosto. Em compensação, chegou à reta final mantendo-se fora do Z4 por quatro rodadas.

REAÇÃO NO FINAL

Esse, aliás, é um ponto positivo a se destacar. Apesar da maior parte do primeiro turno ter sido de sofrimento, o torcedor passou a confiar no Vitória na reta final, e os números dão razão a ele.

O rubro-negro terminou o turno com a 8ª melhor campanha do recorte após a Copa América, com 16 pontos em 11 jogos (48% de aproveitamento). Antes da competição internacional, havia somado quatro pontos em oito duelos (16% de aproveitamento).

Boa parte deste mérito está no comando de Carlos Amadeu. O técnico, que disputou apenas as cinco rodadas derradeiras do turno, permanece invicto no clube, com dois triunfos e três empates.

Amadeu somou, em cinco partidas, nove pontos (60% de aproveitamento). É quase metade do total de pontos do Vitória. Osmar Loss, seu antecessor, somou oito em 10 partidas (26,6%). Já Claudio Tencati somou três em quatro rodadas (25%).

Com um elenco que sofreu inúmeras mudanças ao longo do turno, poucos atletas conseguiram se destacar. Quem mais jogou foi o lateral-esquerdo Capa, 16 vezes.

Quem mais atuou como titular, porém, foi o zagueiro Éverton Sena, com 15 aparições. O maior goleador do time foi Anselmo Ramon, autor de quatro gols em 15 jogos.

O camisa 9 ficou bem longe do artilheiro da competição até o momento. Rodrigão, do Coritiba, já balançou as redes 11 vezes em 18 partidas.

O ataque, de fato, não foi o forte do rubro-negro, que fez 18 gols e fechou o turno como 12º no quesito. O melhor foi o Bragantino, com 29.

A defesa, realmente, foi um ponto fraco. Com 27 gols sofridos, só não ficou atrás do São Bento, que levou 29.

FATOR CASA

Outro fator que contribuiu para a reação foi o Barradão. O Leão acabou o turno como 9º melhor mandante, 51,9% de aproveitamento (somou 14 pontos em nove partidas).

O prêmio de melhor mandante foi dividido entre Coritiba e Operário, ambos com 76,7% de aproveitamento (23 pontos em 10 partidas).

Fora de casa é que o Vitória deixou a desejar. Foi o 17º no quesito, com apenas 20% de aproveitamento (seis pontos em 10 jogos). Só ganhou uma vez como visitante, sobre o CRB, já com Amadeu.

Para efeito de comparação, Bragantino e CRB dividiram o posto de melhores visitantes do primeiro turno com 59,3% de aproveitamento ao somarem 16 pontos em nove rodadas – 10 a mais que o Leão.

Fonte: Correio on Litne

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