Marketing Político: o que é, e qual a sua importância

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Já que 2020 é ano de eleições no Brasil, este é um ótimo momento para falarmos sobre marketing político.
Afinal, uma estratégia bem construída pode ajudar muito nos resultados alcançados.
E isso vale não apenas para o pleito em si, no chamado marketing político eleitoral, que é quando um conjunto de ações contribui para conduzir o eleitor a votar em um candidato específico.
Durante o mandato de agentes públicos, o potencial dessa ferramenta também se mostra decisivo para a construção de uma imagem positiva, com foco na reputação e ganhos em popularidade.
Por essas duas vertentes, já dá para perceber que uma carreira na vida pública não existe sem marketing.
Mas se valer de métodos utilizados em campanhas tradicionais pode não oferecer o mesmo retorno.
É por isso que todo aquele que tem essa ambição precisa se cercar de profissionais capacitados em marketing político.
O que você sabe sobre o assunto?
Quais são as principais estratégias indicadas para os objetivos da campanha?
Em quais exemplos reais de marketing político você pode se inspirar?
Neste artigo, você vai encontrar as respostas que procura.
Vamos falar do conceito, da sua importância e de ações práticas para tirar o plano de marketing do papel.
Ao longo da leitura, você vai ver também que não existe sucesso hoje sem usar a internet a favor da sua campanha.
Então, com as atenções voltadas ao marketing político digital, vamos em frente.

O que é marketing político?

Marketing político é um conjunto de ações voltadas à construção de uma imagem positiva em torno de um projeto, organização ou agente público.
Trata-se de uma estratégia cujo foco é conquistar a simpatia e apoio popular, referendando ações ou contribuindo para posicionar determinado candidato à frente dos demais em um processo eleitoral.
O objetivo de uma estratégia de marketing político pode variar, portanto, entre a eleição de um postulante a cargo público, ao aumento de índices de popularidade, passando ainda pela aprovação em larga escala de um projeto que afete a sociedade de forma geral.
Em todos os casos, há pontos em comum.
E o principal deles é conquistar o respeito e admiração das pessoas, atraindo a opinião público a seu favor.
Obviamente, em eleições, o marketing político não se resume a enaltecer os potenciais de um certo candidato, como também visa destacá-lo dos demais.
Como em uma estratégia tradicional, é preciso se diferenciar da concorrência e ser escolhido pelo público como aquele que está preparado para oferecer as melhores soluções às suas necessidades.
Nesse sentido, profissionais que atuam na campanha podem usar canais diversos para informar, relembrar e até mesmo modificar a visão de de potenciais eleitores através da estruturação de campanhas, pesquisas de mercado e de análise estatística.
O moderno cenário do marketing político oferece uma infinidade de oportunidades para se conectar com potenciais eleitores e moldar a opinião pública, incluindo telefonemas frios, campanhas por e-mail, folhetos de mala direta, anúncios de rádio, mídia social e aparições em talk shows.
Há também muitas ferramentas disponíveis para coletar dados sobre eleitores e campanhas, como análise fatorial, análise discriminante, medição conjunta e dimensionamento multidimensional.
Fica claro, portanto, que falar em marketing político hoje é destacar uma vertente altamente profissionalizada, com muitos métodos que se valem da tecnologia para atingir os resultados desejados.

Qual a sua importância?

Como acabamos de mencionar, o marketing político engloba as ações realizadas por agentes públicos, candidatos e organizações para entender e atender os desejos e necessidades do eleitorado.
E para ilustrar a importância desse método, basta fazer uma rápida reflexão.
Você se lembra dos candidatos nos quais votou na última eleição?
Ou melhor, você acompanha o que eles vêm fazendo durante o mandato, depois de eleitos?
Se sua resposta for positiva, ótimo.
Caso contrário, talvez o problema não esteja na falta de memória ou desinteresse na política.
Muitas vezes, o que ocorre é mesmo a ausência de uma estratégia, de um conjunto de táticas de marketing político por parte dos agentes públicos eleitos.
Ou seja, de nada adianta responsabilizar o eleitor pelo desconhecimento sobre um determinado político ou seus projetos, assim como pela falta de apoio a eles.
Uma estratégia de marketing não acaba no período eleitoral.
Assim, o marketing político se mostra extremamente importante não apenas para se comunicar com aqueles que já são eleitores, mas também para fortalecer a imagem de quem ocupa um cargo público.
E, dessa forma, propagar o seu discurso a fim de conquistar uma nova base de eleitores e seguidores para as próximas eleições.
Afinal, fica muito mais difícil de o eleitorado saber e compreender as propostas e intenções quando não se tem nenhuma comunicação, nenhum vínculo entre ele e o candidato, não concorda?
Resumindo, podemos dizer que o marketing político é essencial para espalhar mensagens e informar o público, tal qual acontece com o marketing tradicional.
Vale lembrar que, hoje em dia, essas mensagens e ideias de campanha são consumidas e compartilhadas de maneira mais fácil e rápida.
E isso acontece, principalmente, graças às redes sociais.
Por consequência, permite organicamente aumentar a conscientização e conduzir o público a uma ação, seja para participar de uma pesquisa ou até mesmo votar.
Não é surpresa para ninguém que as melhores e mais bem-sucedidas campanhas de marketing político compreendem as necessidades do eleitor.
Veja a campanha “Hope and Change” de 2008, de Barack Obama, como um exemplo.
O seu sucesso demonstrou um entendimento superior do que os eleitores estavam esperando.
Envolvia não apenas uma lista de políticas, mas também extensas pesquisas, planejamento, estratégia perspicaz e foco em um conteúdo que poderia ser compartilhado online.
Esse é um case de sucesso, sobre o qual falaremos mais ainda neste artigo.

Qual a diferença entre marketing político e marketing eleitoral?

Marketing político e marketing eleitoral não são a mesma coisa.
Para esclarecer a diferença, vamos conceituar os dois métodos.
O marketing político, como acabamos de mencionar, é um conjunto de estratégias com o objetivo de divulgar as ações e projetos de um candidato durante todo o seu mandato político – não apenas na eleição.
Ou seja, ele serve para adequar o representante político ao eleitorado que o elegeu, com foco no médio e longo prazo.
Já o marketing eleitoral, como o nome sugere, se resume a um conjunto de estratégias utilizadas durante o período de campanha para o pleito.
Assim, divulga as propostas e projetos do candidato a fim de captar a maior quantidade de votos possível e, por fim, vencer a eleição.
Ou seja, são ações de curto prazo e com objetivos muito bem definidos.
Em outras palavras, o marketing político é muito mais focado no branding, na construção e consolidação da imagem de um candidato ou partido.
Enquanto, o marketing eleitoral é mais focado na conversão, isso é, receber votos a favor na eleição.
Mas isso não significa que devam ser tratados como estratégias separadas.
Afinal, quando utilizados em conjunto, podem garantir uma campanha eleitoral bem-sucedida e um mandato aprovado pela população.

Agora que você já sabe o que é marketing político e a diferença entre marketing político e marketing eleitoral, é hora de se aprofundar mais nas estratégias que englobam essa metodologia.
Por isso, selecionamos algumas práticas a serem seguidas para fazer marketing político com excelência e garantir que os candidatos estejam sempre na mente do eleitorado.
Pronto para pôr a mão na massa?

Então, vamos lá!

1. Desenvolver uma marca política

Da mesma forma que acontece para as empresas, ter uma imagem de marca bem definida é crucial para qualquer agente público ou candidato que se preze.
Isto é, primeiramente, é importante que ele defina pelo que deseja ser reconhecido pelo seu público.
Uns apostam em serem reconhecidos como exemplos de atuação em áreas específicas, como saúde, transporte ou educação.
Outros já preferem apostar em diferentes campos ou serem reconhecidos como representantes de alguma grupo minoritário.
Independentemente dessa escolha, é preciso ter em mente que o marketing pode – e deve – ajudar a criar uma imagem positiva e assimilá-la na cabeça do eleitorado.
Mas também informar e mostrar como o mandato está contribuindo de fato para ele.
Slogans bem pensados são uma boa estratégia nesse momento para ajudar a criar e fortalecer a identidade de um mandato.
Quem não se lembra do famoso “50 anos em 5” de Juscelino Kubitschek?
Vale ressaltar que, se você deseja iniciar uma carreira política, também é preciso aplicar marketing pessoal e táticas de branding aliadas ao marketing político para gerar valor (ou brand equity), da mesma forma que acontece para as empresas.

2. Construir uma comunidade

Uma coisa é certa: para conseguir força política expressiva é preciso ter o apoio da sua base de eleitorado.
E isso pode ser feito de uma única maneira: se aproximando dos eleitores e fazendo que eles se sintam como parte de uma verdadeira comunidade.
No passado, esse sentimento de comunhão entre os eleitores era criado com militância e ativismo.
Porém, os tempos são outros.
Com a popularização das redes sociais, ficou muito mais fácil agrupar seus eleitores em um mesmo lugar.
Basta pegar como exemplos os grupos do Whatsapp ou do Facebook.
Neles, tanto o candidato como os próprios eleitores podem promover e fomentar debates em torno do mandato.
A criação dessas comunidades, por fim, é benéfica não apenas para o candidato, os quais conseguem ter um feedback sobre suas ações.
Mas também para os eleitores, que acabam ficando mais engajados na atuação política daquele candidato.

3. Investir em conteúdo


Assim como o marketing pessoal pode agir em conjunto com o político, o marketing de conteúdotambém desempenha um importante papel na construção e geração de valor para o eleitorado.
E não tem desculpa para deixar essa estratégia passar batida, pois o conteúdo pode ser apresentado de diversas formas, seja através de artigos de opinião ou vídeos eleitorais, por exemplo.
Todo esse material de qualidade produzido se torna uma poderosa arma para educar o eleitorado, explicando sobre a importância dos projetos e das diversas ações tomadas pelo candidato.
Além disso, em tempos de uso massivo de smartphones e redes sociais, quando um conteúdo realmente agrega valor para os eleitores, ele é rapidamente compartilhado por eles.
Isso acaba propagando aquela imagem que você desenvolveu lá no primeiro passo, alcançando um número grande de pessoas sem grandes esforços.
Consequentemente, esse compartilhamento de conteúdo também acaba conduzindo os eleitores para os grupos/comunidades que você criou em torno do mandato.
Percebe como uma boa ação leva à outra?

4. Marcar presença nas redes sociais

Assim como na lógica do mercado, as redes sociais são uma das principais maneiras de se atingir o público consumidor.
Já no caso do marketing político, falamos dos eleitores e seguidores, podendo estreitar o relacionamento com eles.
E como você deve ter notado ao longo do artigo, muitas estratégias de marketing político estão relacionadas com as redes sociais, suas comunidades e o conteúdo criado para essas plataformas.
O compartilhamento de conteúdo digital amplia o alcance e o público de um candidato, permitindo que sua mensagem fique mais disponível do que nunca.
O objetivo aqui é criar conteúdo que seja divulgado para as pessoas (que então compartilham com os outros) e disponibilizado para que elas o encontrem por conta própria.
Vale ressaltar também a importância da interação e o engajamento com o público.
O ideal é que o candidato esteja apto para receber tanto feedback positivo quanto negativo, para agradecer elogios ou reverter alguma situação de crise.
Quando as estratégias de marketing político nas redes sociais são concebidas e executadas de acordo com o planejado, o resultado geralmente é mais votos e maior aprovação popular.

5 – Conclusão

A mensagem final deste artigo é bastante clara.
Quem pretende ocupar um cargo público ou trabalhar em uma campanha eleitoral precisa dominar as melhores práticas de marketing político.
Mais do que vencer eleições, é fundamental ter o apoio popular para governar com tranquilidade.
E isso vai muito além das ações adotadas pelo agente público.
É inegável que a forma como se comunica com as pessoas e se relaciona com elas faz toda a diferença.
Nesse sentido, a sociedade é o cliente e o seu trabalho, capacidade e experiência são os produtos.
Está na hora de se dedicar à estratégia.

Se quiser tirar dúvidas ou alguma orientação sobre o assunto é so me chamar no whats app 71 9 9917.7423.

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