Ex-aluno de professora investigada por plágio entra com ação no TJ-BA e pede indenização de R$ 30 mil

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Um advogado que é ex-aluno da professora de direito Cátia Regina Raulino, investigada por plagiar trabalhos de alunas em Salvador, também abriu uma ação cível no Juizado Especial do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), contra a professora, e pediu uma indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil.

Além das acusações de plágio, as ex-alunas denunciam que Cátia não tem os títulos de pós-graduação que ela diz ter.

Segundo informações do TJ-BA, o advogado, identificado como Jardes Costa de Oliveira, protocolou a ação no dia 31 de agosto, na 4ª Vara das Causas Comuns. A vítima chegou a ser ouvida pela polícia nesta semana.

A juíza Regina Helena Santos e Silva proferiu despacho em 4 de setembro e afirmou que vai se reservar à apreciação dos pedidos de urgência somente após a apresentação da defesa de Cátia Raulino.

Na decisão, a juíza informa que a Cátia Raulino tinha 5 dias para se manifestar sobre o pedido.

A Polícia Civil informou que segue investigando todas as denúncias de plágio contra a professora. De acordo com o órgão, algumas pessoas foram ouvidas nessa semana e a suspeita deve se ouvida na próxima semana.

Cátia Raulino começou a ser investigada depois que ex-alunas do curso de Direito de uma faculdade particular de Salvador a denunciaram por plágio.

Segundo as mulheres, que já estão formadas, quando ainda eram estudantes, elas tiveram os trabalhos de conclusão de curso incluídos em livro e revista e, nas publicações, a professora assinou os textos como dela, sem citar as então alunas.

Cátia mostrou artigo de Lorena em outro livro onde só aparece o nome dela e o título é o mesmo do artigo da ex-aluna — Foto: Redes Sociais

A suspeita já atuou como professora e coordenadora de faculdades particulares da capital baiana. Cátia Raulino divulgava o trabalho dela nas redes sociais, mas um dos perfis, que tinha mais de 180 mil seguidores, foi desativado.

Em 19 de agosto, ela informou  que estava recolhendo documentos e que depois iria se pronunciar sobre o caso. Entretanto, depois disso, ela não falou mais com a imprensa.

Um das ex-alunas acionou o Ministério Público Estadual (MP-BA), que apura ao menos seis denúncias: duas referentes a suposta prática de exercício ilegal da advocacia e quatro referentes a suposto crime de violação de direito autoral.

No currículo, Cátia Raulino alega ser formada em direito e que tem mestrado, doutorado e pós-doutorado, mas as universidades em que ela diz ter concluído as formações negam que ela tenha os títulos.

Em 31 de agosto, ela esteve na delegacia da Boca do Rio, responsável pelo caso, e entregou documentos. No entanto, o delegado Antônio Carlos Magalhães Santos, que investiga o caso, informou que nehum deles e diploma ou comprova os titulos que ela alega ter .

Na ocasião, o delegado disse, também, que os documentos entregues pela professora de direito podem contestar as denúncias de plágio, mas sustentou que essa informação ainda está sob investigação.

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