‘Feliz de realizar desejo nobre do meu pai’, diz filho de Gugu sobre doação de órgãos

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A família de Gugu Liberato lançou, nesta quinta-feira (19), uma ação para incentivar a doação de órgãos. A campanha, intitulada Gugu Vive, é uma homenagem ao apresentador, que morreu há um ano, e à vontade que ele tinha em ajudar as pessoas.

Gugu Liberato sofreu um trágico acidente doméstico no dia 21 de novembro de 2019 e teve morte cerebral. O comunicador já tinha declarado ser doador de órgãos em vida e, por isso, a família atendeu ao desejo dele e doou órgãos, tecidos e ossos, que beneficiaram cerca de 50 pessoas, de acordo com a Our Legacy, instituição que cuidou de todos os trâmites referentes à retirada, conservação e intermediação com os pacientes necessitados.

“Após um ano da perda do nosso querido inesquecível Gugu, estamos aqui hoje reverenciando o seu nome, a pessoa generosa que ele foi e também reunidos para continuar esse legado que ele nos deixou”, declarou Aparecida, visivelmente emocionada

“Hoje, é um dia especial, nós estamos realizando algo aqui que não fomos nós que escolhemos, quem escolheu doar os órgãos foi o Gugu, ele disse em vida, e nós consentimos. Todo o movimento surgiu a partir dele. Em vida, ele sempre fez o que queria, o que gostava e amava, que era realizar sonhos e inspirar as pessoas, e é exatamente isso que a campanha se propõe, que é realizar um sonho”, completou.

João Augusto Liberato, primogênito de Gugu, comemorou poder realizar o último desejo do pai.

“Estamos muito felizes de estar aqui, realizando esse desejo tão nobre que meu pai fez quando estava vivo. Eu, minhas irmãs, minha família ficamos muito orgulhosos por ele ser uma pessoa tão generosa e isso não mudou depois de que ele partiu.  O objetivo da campanha é salvar vidas, esperamos que nos próximos anos o número de pessoas salvas pela doação de órgãos cresça muito”, disse o jovem de 19 anos.

Apesar da dor e da saudade do pai, João afirmou que a campanha deu forças para que eles seguissem em frente: “O que confortou nosso coração é que a gente sabia que esse era um desejo do meu pai. E o fato de saber que ele está salvado mais de 50 vidas foi a coisa que mais aqueceu nossos corações. O sofrimento ainda existe, mas diminuiu”.

As gêmeas Marina e Sofia também vieram dos Estados Unidos para participar da homenagem e estiveram presentes na coletiva. Sofia contou o que a incentivou a fazer parte da ação.

“A campanha vai ajudar a população brasileira e as pessoas que querem receber esses órgãos para ter uma vida. Sabendo disso, a gente quis vir aqui e fazer parte desta campanha. Acho que ele estaria muito orgulhoso da gente agora.”

Marina engrossou o coro da irmã e disse que, apesar do momento doloroso por conta da partida do pai, a campanha “trouxe uma alegria” para a família.

“Com a minha tia (Aparecida), a Esther (Rocha, assessora e amiga pessoal) e todo mundo trabalhando junto, acho que meu pai está muito alegre lá em cima, sabendo que a gente está fazendo parte dessa campanha. É o que ele sempre quis, doar órgãos”, afirmou.

Mãe de Gugu resistiu à doação no início

Dona Maria do Céu revelou, em entrevista ao Jornal da Record, que a princípio, não gostaria de doar os órgãos do filho. A mãe de Gugu disse que time medo de que ele ficasse “deformado”, porém, foi orientada pela equipe médica de que isso não aconteceria. No dia do lançamento da campanha, Dona Maria do Céu reforçou que não se arrepende e fez a escolha certa.

“Estou feliz por ter aceitado doar os órgãos dele, era o que ele queria, não poderia deixar de doar. Onde ele estiver, deve estar muito feliz. Acho que está no céu”, disse, emocionada.

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