Suécia recomenda, pela 1ª vez, uso de máscara nos transportes públicos

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A Suécia recomendou nesta sexta-feira (18), pela primeira vez, o uso de máscara nos transportes públicos nos horários de pico para conter a propagação do coronavírus.

Mergulhado em uma segunda onda epidemiológica, o país escandinavo também adotará novas restrições, como o limite de pessoas dentro dos estabelecimentos comerciais e a redução para quatro pessoas por mesa nos restaurantes, anunciou o primeiro-ministro Stefan Löfven, em entrevista coletiva.

O país até agora não recomendava o uso da máscara, uma posição que ocupava sozinho na Europa, região que atualmente registra o maior número de casos de contágio. A autoridade sueca de saúde pública considerava que a eficácia das máscaras não havia sido comprovada, algo que contraria outros organismos de saúde internacionais.

No começo da pandemia, a Suécia adotou uma estratégia atípica para lidar com o coronavírus: o governo impôs menos restrições à população. A taxa de mortalidade é até 10 vezes maior que a dos outros países da região.

Serviços médicos estão sob pressão, e a demanda por reforços de profissionais de saúde qualificados em Estocolmo é alta.

O premiê Lofven, no entanto, descartou a ideia de um lockdown, que ele considera um “fardo muito pesado” para a população a longo prazo. A Suécia anunciou nesta sexta-feira (18) 100 mortes, elevando o total até agora a 7.993 em um país de 10,3 milhões de habitantes.

As autoridades têm reforçado as restrições, devido ao aumento de casos e mortes nesta segunda onda de contágios que o continente vive.

Nesta sexta, o governo decretou a proibição da venda de álcool após as 20h locais (16h de Brasília) e estendeu a educação a distância para alunos do ensino médio até 24 de janeiro.

‘Acho que falhamos’, diz rei sueco

O rei Carl XVI Gustaf da Suécia disse que seu país falhou na forma com que lidou com a Covid-19. Em um pronunciamento televisionado na quinta-feira (17), ele fez uma forte crítica à política adotada pelo governo durante a pandemia, que resultou em um alto número de mortes entre os idosos.

“Acho que falhamos”, disse o rei. “Temos um grande número de mortos e isso é terrível.”

“O povo da Suécia tem sofrido muito, com condições difíceis”, disse o monarca. “Pensemos em todas as famílias que não conseguiram se despedir dos seus mortos. Acho que essa é uma experiência difícil e traumática, a de não ser capaz de dizer adeus.”

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