Com hospitais lotados, ambulâncias de Los Angeles não transportarão pacientes com poucas chances de sobrevivência

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Ambulâncias de Los Angeles, segunda maior cidade dos Estados Unidos,  foram orientadas a não transportar pacientes que tenham poucas chances de sobrevivência, informou a imprensa americana na segunda-feira (4).

Segundo o jornal “Los Angeles Times”, isso ocorre porque falta suprimento de oxigênio disponível nos hospitais da região devido à superlotação de pacientes com Covid-19. As autoridades locais pedem que o sistema de saúde se concentre nos pacientes com maior chance de sobrevivência.

O governo da Califórnia estima que a situação vá piorar nos próximos dias, com a disseminação do coronavírus nas festas de fim de ano. A presença da nova variante B.1.1.1.7, que os cientistas dizem ser mais transmissível, aumenta a preocupação.

“Muitos hospitais chegaram a um ponto crítico e estão precisando tomar decisões muito duras sobre os cuidados aos pacientes”, admitiu ao “LA Times” a diretora de serviços de saúde de Los Angeles, Christina Ghaly.

Orientações para pacientes graves em Los Angeles

De acordo com o jornal, a Agência de Serviços Médicos de Emergência da cidade emitiu diretrizes que pedem às equipes de atendimento nas ambulâncias que economizem forneçam oxigênio apenas a pacientes com saturação menor que 90%. Além disso, o documento diz aos profissionais para não levarem aos hospitais pessoas com “virtualmente nenhuma chance de sobrevivência”.

Isso inclui pacientes que sofreram paradas cardiorrespiratórias e não responderam às primeiras tentativas de reanimação. Ou seja, as equipes deverão declarar a vítima morta no local do atendimento, sem que ela seja levada ao hospital para uma segunda tentativa com ajuda de aparelhos.

A supervisora do condado de Los Angeles Hilda Solis disse à emissora americana CNN que os “trabalhadores de saúde estão doentes e exaustos física e mentalmente”.

“É um desastre humanitário”, relatou Solis.

O condado de Los Angeles acumula 10.850 mortes por Covid-19 desde o começo da pandemia, informa a Universidade Johns Hopkins. São mais de 827 mil casos do coronavírus somente na segunda maior cidade dos EUA.

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