Médicos voltam ao trabalho em maternidade no sul da BA; redução de profissionais ainda dificulta atendimento

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Os médicos retornaram ao trabalho nesta quinta-feira (7) na Maternidade Santa Helena, em Ilhéus, sul da Bahia, após terem suspendido o atendimento desde o início de janeiro por causa da falta de pagamento. No entanto, por causa da falta de profissionais na unidade, as gestantes encontram dificuldade no atendimento.

A maternidade parou de funcionar no dia 31 de dezembro, quando a pediatria paralisou as atividades. Depois da negociação entre a Santa Casa de Misericórdia, que administra o local, os médicos e a secretaria da Saúde, os profissionais voltaram às atividades.

Entretanto, um problema grave ainda dificulta os atendimentos às gestantes: quatro dos oito obstetras da maternidade pediram demissão. Uma gestante, por exemplo, buscou atendimento na unidade, mas não foi recebida de imediato. Com a negativa, a acompanhante da grávida reclamou na recepção.

“Mandaram a gente voltar para o Centro de Convenções. Mas lá não atende gestante porque ela não está com sintoma de Covid-19. Depois de muito tempo, mandaram a gente aguardar para ver se o médico iria avaliar ela”, disse.

A paciente precisou ser encaminhada para a emergência do Hospital São José, onde funciona a maternidade.

Sobrecarga em unidades vizinhas

A Maternidade Ester Gomes, em Itabuna, cidade a cerca de 32 km de Ilhéus, atende partos de baixa complexidade, mas está com atendimento reduzido porque dois médicos estão doentes. O que resulta na sobrecarga e lotação do Hospital Manoel Novaes, também em Itabuna e que realiza partos de média e alta complexidade.

Como Ilhéus e Itabuna são cidades vizinhas, demandas de Ilhéus acabam sendo direcionadas para Itabuna e causa superlotação nos hospitais da cidade.

A diretora técnica do Hospital Manoel Novaes, Fabiane Chávez, disse estar apreensiva em relação à qualidade do serviço. Que, com o aumento da demanda e poucos profissionais para realizar o atendimento, os médicos podem não suportar o volume de trabalho e também pedirem desligamento da unidade.

“A equipe está sobrecarregada. A qualidade no atendimento diminui. À medida que a demanda vai aumentando e eles vão ficando sobrecarregados, meu temor é que esses obstetras e pediatras comecem a se queixar da sobrecarga”, lamentou.

A direção do Hospital São José, onde fica a maternidade Santa Helena, informou que tem dificuldades para encontrar médicos e “todos os trabalhos estão voltados para que a população não fique desassistida mais uma vez”.

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