Onda de calor no Rio de Janeiro Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
Viver em um forno a céu aberto parece uma tarefa impossível para muitos. No entanto, o Kuwait desafia essa ideia com resiliência e muita tecnologia aplicada. Enquanto São Paulo para nos 36 °C, os kuwaitianos enfrentam 50 °C anuais com sucesso.
O despertar após o sol
A vida urbana se adapta totalmente ao calor intenso para garantir o bem-estar. Muitos profissionais trabalham apenas quando a temperatura cai, aproveitando o período noturno mais ameno. Essa mudança de turno preserva a saúde de quem executa funções braçais.

O consumo de água é essencial para prevenir a desidratação por
Lojas e serviços essenciais funcionam intensamente durante a noite para atender o público. Como resultado, a madrugada se torna o horário nobre para a circulação social na cidade. A rotina flui de forma inversa ao que estamos acostumados.
Design focado na proteção
Os edifícios são projetados estrategicamente para minimizar a absorção do calor solar. Estruturas claras ajudam a repelir o sol forte que atinge a capital constantemente. Esse cuidado estético reflete uma preocupação genuína com a sobrevivência da população local.
Áreas cobertas e janelas menores reduzem drasticamente a entrada de ar quente. Portanto, a engenharia local foca no conforto térmico para garantir a vida em ambientes internos. Cada detalhe da construção civil visa mitigar os efeitos climáticos severos.
Climatização em todos os cantos
O uso constante de ar-condicionado é obrigatório para a permanência humana segura. O equipamento é visto como um recurso fundamental de saúde e não apenas conforto. Sem essa tecnologia, a capital seria praticamente inabitável durante os meses de verão.
Até as estações de transporte contam com refrigeração pesada para os passageiros. Graças a isso, os habitantes conseguem transitar pela cidade sem sofrer choques térmicos extremos. A infraestrutura de resfriamento é prioridade absoluta nos investimentos do governo local.
O espelho do clima global
O planeta superou a marca crítica de 1,5 °C de aquecimento em 2024. Diante disso, observar a Cidade do Kuwait ajuda a entender os desafios urbanos vindouros. A experiência deles serve de guia para metrópoles que enfrentarão ondas de calor.
Metrópoles globais precisarão de soluções urbanas eficientes em um futuro muito próximo. O Kuwait já oferece as respostas necessárias para essa transição climática inevitável no mundo. Aprender com quem já convive com o extremo é uma estratégia inteligente.
Fonte: Jornal Correio









