Por que o mundo escolheu a Bahia? Voos internacionais crescem 43%

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Argentina lidera o ranking de emissão de bilhetes – Foto: Foto de Will Recarey / Salvador Bahia Airport

Enquanto o Brasil registra um crescimento sólido de 21% na busca por voos internacionais para o período carnavalesco, a Bahia salta à frente com uma alta impressionante de 43%.

O dado da Embratur reflete uma mudança estrutural: a Bahia deixou de ser um destino sazonal para se tornar um hub logístico. Isso é fruto da expansão estratégica da malha aérea, com novos voos diretos da Europa e América Latina.

Invasão estrangeira

Argentina lidera o ranking de emissão de bilhetes com um crescimento de 63%, impulsionado pela nova rota direta vindo de Córdoba. O Uruguai (+27%) e Portugal (+23%) completam o pódio dos países que mais enviarão foliões para o estado baiano.

Esse fluxo é o reflexo direto de um 2025 histórico, onde a Bahia recebeu mais de 211 mil turistas estrangeiros (alta de 47,3% sobre o ano anterior). Hoje, o estado ocupa a 6ª posição entre as unidades da federação que mais atraem visitantes de fora, provando que o “luxo da autenticidade” — como define o presidente da Embratur, Marcelo Freixo — é o maior ativo baiano.

Malha aérea

Salvador recebeu, no último ano, 1.536 voos internacionais, um aumento de 30%. A estratégia foi eliminar escalas:

  • Novas rotas: conexões diretas de Córdoba e Cidade do Panamá (pela Copa Airlines) agora ligam a Bahia rapidamente à América do Norte e ao Caribe.
  • Reforço europeu: gigantes como Air France, TAP e Air Europa ampliaram frequências vindas de Paris, Lisboa e Madri, garantindo que o turista europeu desembarque diretamente na capital baiana.

Economia e infraestrutura

A festa, que acontece de 12 a 18 de fevereiro, já movimenta cifras astronômicas. Estima-se que apenas em Salvador o impacto econômico chegue a R$ 2,6 bilhões, enquanto o estado como um todo deve movimentar R$ 24 bilhões durante a temporada de verão.

Do afroturismo à Chapada

O crescimento não é fruto apenas do Carnaval. A Embratur e o Governo do Estado apostaram no Afroturismo e no Ecoturismo como “âncoras”.

Campanhas na Europa destacaram não só o brilho de Salvador e a Festa de Iemanjá, mas também a mística da Chapada Diamantina, atraindo um perfil de turista que busca experiências de luxo sustentável e birdwatching.

Fonte: A Tarde

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