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O setor de alimentação fora do lar e serviços de entrega enfrenta um cenário de cautela em 2026. Segundo a pesquisa “Como os acontecimentos de 2026 impactam o bolso do consumidor”, realizada pela Neogrid em parceria com o Opinion Box, 40% dos brasileiros pretendem cozinhar mais em casa e diminuir a frequência de pedidos via delivery. A motivação central para essa mudança de hábito é a necessidade de ajuste financeiro diante de um panorama econômico ainda desafiador.
O estudo, que ouviu mais de 1,2 mil consumidores de diferentes classes sociais e faixas etárias, revela que a contenção de gastos é uma prioridade nacional: 76% dos respondentes afirmam que pretendem realizar cortes em custos pessoais ou familiares ao longo deste ano. Esse movimento reflete uma postura mais racional, com foco direto no custo-benefício e uma queda significativa na impulsividade das compras.
Mudança de comportamento
A redução do delivery é apenas uma das táticas adotadas para equilibrar o orçamento doméstico. De acordo com o levantamento, 38% dos entrevistados planejam cortar despesas com lazer e itens considerados supérfluos. Além disso, a troca de marcas consolidadas por alternativas mais baratas no momento da compra é a estratégia escolhida por 33% dos consumidores.
O cenário de pessimismo é corroborado pelo Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que recuou para 87,3 pontos em janeiro. Embora a inflação tenha dado sinais de convergência para a meta no final do ano passado, o impacto acumulado no poder de compra ainda exige cautela. O estudo destaca que 69% dos brasileiros têm a intenção de evitar compras por impulso, priorizando o planejamento e a gestão rigorosa das despesas diárias.
Desafios para a indústria
Para o CEO da Neogrid, Nicolas Simone, o novo comportamento do consumidor impõe desafios operacionais significativos para toda a cadeia de suprimentos. Segundo o executivo, o foco das empresas deve migrar do volume bruto para a eficiência de vendas. O desafio atual não é apenas vender mais, mas garantir um abastecimento inteligente e um giro de estoque saudável para evitar perdas e capturar a demanda no momento certo.
Nesse contexto, marcas e distribuidores que conseguirem garantir a disponibilidade de produtos com preços competitivos e eficiência logística terão maior facilidade para manter suas margens. A transformação do consumo em um ato mais racional e menos emocional exige que o varejo se adapte rapidamente, oferecendo soluções que conversem com a necessidade de economia sem comprometer a conveniência buscada pelo público brasileiro.
Fonte: E-Commerce Brasil









