(Imagem: Envato)
A publicidade baseada em inteligência artificial (IA) deve movimentar US$ 57 bilhões nos Estados Unidos em 2026, alta de 63% em relação ao ano anterior, segundo estimativa da consultoria Madison and Wall, divulgada pelo Business Insider. Com isso, esse tipo de ferramenta passará a responder por 12% da receita publicitária total no mercado norte-americano. No mesmo intervalo, os 88% da publicidade que não dependem de sistemas automatizados com IA devem avançar 5%.
A projeção reforça o avanço acelerado de plataformas que automatizam etapas centrais das campanhas, como segmentação de público, definição de lances, distribuição de orçamento e otimização de resultados, com pouca interferência humana. Nesse modelo, a adoção de ferramentas como Performance Max, do Google, e Advantage+, da Meta, ajuda a explicar a expansão do investimento, ao lado de soluções semelhantes oferecidas por empresas como Amazon e TikTok.
Os principais canais dessa publicidade são busca e redes sociais, frentes em que as big techs têm ampliado a oferta de recursos voltados à automação de mídia. A proposta é reduzir o tempo entre planejamento, criação e veiculação das campanhas, além de ampliar a eficiência operacional para os anunciantes.
Eficiência e controle
Mesmo com a promessa de maior desempenho, o avanço dessas soluções ocorre em meio a uma tensão recorrente do mercado. De um lado, marcas seguem defendendo mais controle e transparência sobre a alocação dos investimentos. De outro, os dados analisados pela Madison and Wall indicam que preço e resultado têm pesado mais na decisão de compra de mídia do que a visibilidade detalhada sobre o funcionamento das plataformas.
Segundo a consultoria, esse movimento já não se restringe a pequenos anunciantes. Embora o uso dessas ferramentas tenha se disseminado mais rapidamente entre empresas de menor porte, o volume atual de investimento sugere adesão crescente também por parte de grandes marcas.
A expansão da publicidade automatizada também acompanha a consolidação de um discurso defendido pelas plataformas de tecnologia. No ano passado, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, afirmou que os sistemas de automação haviam evoluído a ponto de permitir que marcas definissem apenas seus objetivos de campanha e deixassem o restante sob responsabilidade da IA.
Ainda assim, a adoção não elimina as ressalvas do mercado. Ferramentas com IA generativa aplicadas à publicidade podem apresentar comportamentos inesperados e gerar peças inadequadas quando operam sem acompanhamento próximo, o que mantém a supervisão humana no centro da discussão.
A Madison and Wall projeta que os orçamentos de publicidade impulsionados por IA seguirão em expansão nos próximos anos, com taxa composta anual de crescimento em torno de 29% até 2030.
Fonte: E-Commerce Brasil









