O cuidado com os doentes

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Foto: Reprodução/ rawpixel.com

O Dia Mundial do Doente, instituído pelo Papa João Paulo II, é celebrado anualmente, em 11 de fevereiro. Tem como objetivo sensibilizar a comunidade mundial sobre a situação das pessoas enfermas e os cuidadores que as assistem nas famílias, comunidades e nas unidades de saúde. A doença atinge a nós, nossos familiares e todos os seres humanos.

QUEM circula pelas portas de hospitais e ambulatórios poderá constatar longas filas de espera. Já de madrugada chegam doentes, tentando assegurar o direito de serem atendidos. Não raro, o número excessivo de pessoas, obriga médicos a exames rápidos. A situação fica muito mais penosa por causa do preço dos medicamentos e das dificuldades para internação de pacientes. Muitos idosos doentes gastam boa parte da aposentadoria em medicamentos.

O DOENTE tem direitos, mas, nem sempre são respeitados: Direito à vida, à saúde, a um atendimento humano e respeitoso por parte da família e dos profissionais de saúde. Tem direito de receber explicações claras a respeito de sua situação: diagnóstico e prognóstico; direito à assistência espiritual; direito de ser valorizado e de receber solidariedade de todos e nunca ser abandonado.

O PAPA Leão XIV, em sua mensagem por ocasião do Dia Mundial do Doente, nos motiva a carregar a dor do outro e, chama nossa atenção para o cuidado com os necessitados, os que sofrem, como acontece com os doentes. O Papa afirma: “Vivemos imersos na cultura do efêmero, do imediato, da pressa, bem como do descarte e da indiferença, que impede de nos aproximarmos e pararmos no caminho da vida para olhar as necessidades e os sofrimentos ao nosso redor”.

POR OCASIÃO do Dia Mundial do Doente, manifestamos nossa gratidão aos médicos, sanitaristas, enfermeiros e atendentes comprometidos em acolher enfermos e acidentados, empenhando-se para que consigam a cura e prolonguem a vida. Merecem reconhecimento especial os membros da Pastoral da Saúde, homens e mulheres, que dedicam horas por semana visitando doentes em suas residências ou nos hospitais. Eles estão visitando o próprio Jesus que disse: “Eu estava doente e me visitastes”. (Mt 25,36).

JESUS foi amigo das crianças, dos pobres, da multidão faminta, dos apóstolos, mas de modo especial foi amigo dos doentes e das pessoas com alguma deficiência como: cegos, surdos, mudos, coxos… Convidava o doente a sair da resignação passiva e ter uma atitude positiva. É surpreendente que, em muitas curas, ele que é o médico do corpo e da alma, atribui a cura não ao seu poder, mas à fé da pessoa. Por isso diz ao doente: “A tua fé te curou” (Mc 5,34).

Dom Itamar Vian
Arcebispo Emérito
di.vianfs@ig.com.br

Fonte: Acorda Cidade

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