El Niño de 2026 – Foto: Reprodução internet
O primeiro boletim oficial sobre o El Niño de 2026, divulgado nesta segunda-feira, 29, por um consórcio de órgãos federais, confirma a presença do fenômeno no Oceano Pacífico. Com alta probabilidade de persistência até o início de 2027, o Brasil deve se preparar para um segundo semestre marcado por extremos climáticos.
O relatório técnico, assinado por INMET, INPE, ANA, CEMADEN, Serviço Geológico do Brasil e Secretaria Nacional de Defesa Civil, será a nova referência mensal para a tomada de decisões estratégicas em todo o território nacional.
O que esperar do El Niño no Brasil?

O fenômeno não afeta o país de forma homogênea. As projeções indicam cenários distintos para cada região:
- Região Sul: a expectativa é de chuvas acima da média. O monitoramento alerta para riscos de inundações e necessidade de controle rigoroso contra doenças fúngicas nas lavouras.
- Norte, Nordeste e Centro-Oeste: o cenário é de tempo seco e calor intenso. A combinação eleva drasticamente o risco de queimadas e coloca sob pressão o abastecimento de água em bacias críticas.
Por que este boletim é estratégico?
Diferente de previsões isoladas, este documento integra dados meteorológicos, geológicos e hidrológicos. O objetivo principal é a antecipação de riscos.
“A integração dessas instituições permite que governos estaduais e a Defesa Civil atuem na prevenção, reduzindo os impactos socioeconômicos do fenômeno nas populações mais vulneráveis e na infraestrutura”, destaca o comitê interinstitucional.
Como o fenômeno será monitorado?
O El Niño de 2026 já apresenta anomalias de temperatura superiores a 2°C na superfície do mar, o que o classifica como um evento de intensidade elevada. A partir de agora, o grupo de trabalho atualizará os dados mensalmente.
Para cidadãos e produtores rurais, a recomendação é seguir os boletins oficiais para o planejamento de atividades que dependem da disponibilidade hídrica e das condições de temperatura.
Fonte: A Tarde









