Dia das Crianças deve injetar R$ 18 bilhões na economia; confira onde os consumidores vão gastar

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Brasileiros estão dispostos a investir alto nos presentes – Foto: Reprodução | Freepik

O Dia das Crianças de 2026, celebrado no dia 12 de outubro, deve movimentar R$ 18,11 bilhões no varejo brasileiro, com os consumidores dispostos a gastar, em média, R$ 308 com presentes, segundo levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

A maioria dos consumidores das capitais brasileiras pretende ir às compras para presentear na data. O estudo apontou que 74% das pessoas planejam comprar presentes no Dia das Crianças, injetando R$ 18,11 bilhões na economia.

O tíquete médio estimado para as compras na data é de R$ 308 neste ano. O comércio projeta que cada consumidor compre, em média, 2,3 presentes, com 36% dos entrevistados dispostos a gastar mais que no ano passado.

Pix lidera intenções de pagamento à vista

O levantamento destacou ainda que o Pix lidera de forma absoluta as intenções de pagamento à vista. Cerca de 80% das compras serão pagas sem parcelamento, sendo 58% por Pix, 24% no débito e 18% em dinheiro.

De acordo com José César da Costa, presidente da CNDL, a data funciona como um termômetro importante para as vendas de fim de ano. “O comportamento do consumidor antecipa tendências que preparam o terreno para o Natal”, afirmou.

Descubra onde as pessoas vão comprar

A pesquisa revelou que sete em cada dez consumidores vão comparar preços antes de fechar a compra. Para 61% dos entrevistados, os produtos estão mais caros em comparação a 2025, o que torna a busca por descontos essencial.

As lojas físicas concentram 70% das vendas, mas o comércio eletrônico atrai metade dos compradores. Nos canais digitais, os aplicativos de varejistas internacionais se destacam, sendo preferência de 72% de quem compra online.

Produtos como roupas, calçados e bonecos lideram as intenções de compra das famílias. A decisão final cabe majoritariamente aos adultos, mas a pressão das crianças afeta 35% dos compradores na hora de escolher.

É importante ficar atento ao endividamento e inadimplência

Ainda conforme a pesquisa, 35% dos consumidores que pretendem comprar presentes estão inadimplentes.

Dentre eles, 79% já têm o nome negativado em órgãos de proteção ao crédito, embora a maioria tente não atrasar contas básicas.

Ademais, cerca de 22% dos entrevistados admitem gastar além de suas condições financeiras. Isso porque em algumas situações o afeto motiva o exagero: 31% fazem questão de agradar as crianças mesmo que fiquem com dívidas para pagar depois.

Por isso, o SPC Brasil adverte sobre o perigo de comprometer as finanças com compras afetivas.

“O apelo é compreensível, mas não deve prejudicar a família. Evitar a euforia impede o endividamento”, disse Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil.

Fonte: A Tarde

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