Igor Kannário faz acordo e vai pagar R$ 9 mil para entidades sociais por desacato a policial

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Caso aconteceu em 2017, no último dia da micareta de Feira de Santana. Pagamento será dividido em 30 vezes.

Acorda Cidade

O cantor e deputado federal Igor Kannário fez um acordo de reconciliação com uma policial militar e terá que pagar R$ 9 mil, dividido por 30 meses, para o Asilo São Lázaro e para Associação Bahiana de Equoterapia (Abae). A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), nesta quarta-feira (18).

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Kannário, que na época era vereador de Salvador, teve uma discussão com a policial no último dia da Micareta de Feira de Santana, em 2017. De cima do trio, durante a apresentação na festa, o cantor afirmou ter mais autoridade do que a PM, pelo fato de ser vereador na capital baiana. As declarações dele foram filmadas, e o vídeo repercutiu nas redes sociais.

Segundo a Polícia Civil, o cantor alegou ter agido sob “violenta emoção” e foi indiciado por desacato a funcionário público. A audiência de conciliação aconteceu na terça-feira (17).

O G1 procurou o cantor Igor Kannário para comentar o caso, por meio de sua assessoria, mas não conseguiu contato até a publicação desta reportagem.

Na época, o cantor postou nota em uma rede social, na qual se dizia abismado e surpreendido com o que viu do alto do trio elétrico, e que precisou parar de tocar várias vezes por causa da violência policial.

Em junho de 2017, o cantor foi até a delegacia de Feira de Santana e foi ouvido pelo delegado João Uzzum, que investigou o caso. O vereador disse no depoimento que reprovou a atitude da policial, mas que não teve intenção de ofender a PM e nem a corporação.

Discusão 

“PFem [policial feminina], você é só uma PFem. Eu sou mais autoridade que você, eu sou vereador. Me respeite, me respeite. Procure seu lugar”, declarou o cantor, nas imagens imagens gravadas.

Em sua rede social, o cantor também afirmou que se indignou e que apenas pediu respeito à policial porque ela fez gestos obscenos e falou palavras de baixo calão direcionadas a ele. A policial negou ter dito palavrões para Kannário.

Também em uma rede social, a soldado Tainá Gomes, envolvida na discussão, relatou que, durante o trabalho na festa, precisou intervir com uso da força para conter uma briga. Segundo ela, após os PMs serem repreendidos por Kannário, ela explicou ao cantor que estava fazendo o trabalho dela e pediu respeito, mesmo sabendo que não seria entendida por conta do barulho.

Foi nesse momento, segundo ela, que Igor Kannário passou a questionar a autoridade policial. A PM disse ainda que ficou barbarizada com o discurso do cantor, e que se sentiu humilhada como policial e mulher.

Fonte: G1

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