Outubro Rosa: Saúde e Educação

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OUTUBRO ROSA: SAÚDE E EDUCAÇÃO

Uma declaração do ex-presidente dos Estados Unidos Barack  Obama em julho de 2015 mostra de forma muito clara a importância e o cuidado que se deve ter com a saúde e a educação da mulher desde a sua infância: “O melhor indicador isolado para saber se uma nação será bem-sucedida é a maneira como ela trata as mulheres. Quando as mulheres têm saúde e educação, as famílias são mais fortes, as comunidades são mais prósperas, as crianças vão melhor na escola, as nações progridem mais… Se quiserem que o seu país cresça e tenha êxito, vocês precisam empoderar as mulheres.” Quando mulheres e meninas têm acesso ao estudo, elas têm consequentemente as ferramentas para participar melhor da economia formal e ganhar uma renda. Além disso, estão preparadas para fazer uma enorme diferença em todas as áreas da vida. Sabemos que todo país que oprime metade da população, não respeita seus direitos ou a proíbe de ir à escola ou permite o trabalho infantil é uma sociedade que não vai alcançar seu potencial a longo prazo. Segundo a ONU investir em educação, saúde e direitos reprodutivos das meninas garante um desenvolvimento sustentável para todos. Dessa forma, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que englobam a agenda 2030 da ONU, “trazem o compromisso da comunidade internacional em dar às meninas as oportunidades que merecem em sua trajetória para a vida adulta. Eles têm como meta garantir acesso a informações sobre saúde sexual e reprodutiva, assim como a serviços para prevenir gravidez indesejada e interromper a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis.”

De acordo estudos feitos pelo Banco Mundial o Brasil precisa investir em educação e saúde se quiser erradicar o casamento infantil até 2030. O Brasil é o quarto país com maior índice de casamento infantil no mundo. Pelo menos uma em cada cinco meninas se casa antes dos 18 anos.  Cerca de 40% das meninas que se casaram antes dos 18 anos não concluem o Ensino Médio. Sem formação acadêmica, os ganhos financeiros na vida adulta também são prejudicados. As relações desse tipo são, em sua maioria, consensuais, e geram o aumento de gravidez precoce e piores condições de saúde para os filhos dessas jovens. O estudo mostra também o aumento no risco de violência doméstica, como ressalta a importância de se desenvolver políticas públicas e programas que proporcionem habilidades para vida e conhecimentos de saúde reprodutiva.  O estudo ainda sinaliza que é de fundamental importância para o cumprimento dessa agenda 2030, qualidade de ensino e acompanhamento escolar.

Em âmbito nacional e mundial ainda temos muito que avançar para que meninas e mulheres tenham condições dignas de vida. Pelos estudos da ONU mais de 60 milhões de meninas não tem acesso a educação no mundo. Já no Brasil 15% das meninas de 15 a 17 anos estão fora da escola. Além disso, temos que enfrentar em nosso país a grave discriminação contra o sexo feminino  que se reflete, entre outras coisas, salários diferentes para eles e elas.

 

 

 

Ana Clarice

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