Entenda qual é o impacto econômico que a vitória de Javier Milei, na Argentina, pode causar no Brasil

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Economistas brasileiros veem com ceticismo vitória de Javier Milei, na Argentina 

“Eu sou um defensor da liberdade, da paz e da democracia. Os comunistas não entram aí. Os chineses não entram aí. Vladimir Putin não entra aí. Lula não entra aí. Nós queremos ser o farol moral do continente. Os defensores da liberdade, democracia e diversidade e da paz. Nós, dos Estados, não vamos promover nenhum tipo de ação com comunistas e nem socialistas”, disse o recém-eleito presidente da Argentina, Javier Milei, em entrevista para a BBC News Brasil.

Diante de pronunciamentos e discursos como esse, os economistas brasileiros se mostram pessimistas com relação aos impactos econômicos que a vitória de Milei pode causar para os membros do Mercosul e, principalmente, para o Brasil.

Isso porque, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) do Brasil, a Argentina é, há anos, o terceiro maior parceiro comercial do governo brasileiro, atrás apenas da China (1º) e os Estados Unidos (2º). Ou seja, o país vizinho e, até então, amigo, é um importante aliado para o Brasil.

O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é um processo de integração econômico e político formado pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, em 1991.

Com Milei no poder, é geral a preocupação, aliada ao ceticismo, dos governantes e especialistas econômico-financeiros que compõem o bloco, com o propósito de gerar oportunidades de negócios e investimentos, mediante a integração competitiva das economias regionais ao mercado internacional.

Há cerca de quatro meses, o atual presidente da Argentina, em entrevista concedida à plataforma Bloomberg Linea, disse que considera ser necessário ‘eliminar’ o Mercosul.  Ele utilizou as seguintes palavras: “De fato, acho que temos que eliminar o Mercosul porque é uma união aduaneira defeituosa que prejudica os argentinos de bem. É um comércio administrado por estados para favorecer empresários”, disse Milei à época.

Entre as críticas proferidas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele pontuou que “a gestão do petista havia se empenhado pela liberação de um empréstimo internacional à Argentina como forma de favorecer a campanha de Sergio Massa”, mas o Palácio do Planalto negou interferência do governo com o objetivo de interferir nas eleições argentinas, esclarece a reportagem da BBC News Brasil.

Entretanto, analistas financeiros e políticos salientam que, durante a sua gestão presidencial, Javier Milei terá que fazer concessões, e, consequentemente, adotar uma postura mais pragmática, menos polarizada, inflexível, radical e ideológica.

Mas uma coisa é certa: com a saída da Argentina do Mercosul ou a possível extinção deste bloco, a zona de livre comércio entre os seus membros – que tem a finalidade de garantir a circulação de produtos sem os trâmites burocráticos comuns que dificultam o comércio exterior -, será incalculavelmente prejudicada, impactando negativamente todos os setores da cadeia produtiva nacional, gerando prejuízos financeiros incalculáveis para o Brasil, especialmente.

Fonte: bnews.com.br

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