Febre do Nilo avança no Brasil com morte confirmada; veja sintomas

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Diagnóstico permanece um desafio para profissionais da saúde – Foto: Lauren Bishop | CDC | Divulgação

Brasil chegou à marca de quatro casos de Febre do Nilo Ocidental na manhã de terça-feira, 25. Dois foram no estado de São Paulo e dois em Santa Catarina, onde uma mulher de 77 anos morreu na tarde de segunda, 24, em Imbituba.

Desde 2019 que há registros esporádicos da doença no país, mas até então o contágio sempre foi mais frequente entre animais (como aves silvestres e cavalos) do que entre humanos.

Os outros pacientes são um homem de Caçador, também em Santa Catarina, que já recebeu alta; uma mulher de Ribeirão Preto, que viajou recentemente à Amazônia e está recuperada; e uma adolescente de São José do Rio Preto, em São Paulo, que permanece internada. Ainda há suspeitas de um caso no Piauí, segundo o Ministério da Saúde.

Os órgãos públicos de saúde estão investigando onde e como os indivíduos foram infectados. Fatores como viagens, por exemplo, devem ser levados em conta.

O que é Febre do Nilo Ocidental

Transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas, o vírus do Nilo Ocidental foi descoberto pela primeira vez em 1937, no norte de Uganda, na África, na região do Nilo Ocidental.

O vírus se espalhou pelo mundo ao longo das décadas, até chegar ao Brasil em 2009, devido às aves migratórias infectadas e aos mosquitos.

Na ocasião, os primeiros sinais de circulação da doença foram apenas em animais, especificamente no Pantanal, em cavalos e galinhas.

O primeiro caso em humanos veio depois, já em 2014, no Piauí. O estado também foi o primeiro a notificar um óbito pela doença, em 2017.

Dificuldade no diagnóstico e sintomas

O diagnóstico permanece um desafio para profissionais. Isso porque apenas 20% dos infectados desenvolvem algum tipo de sintoma, que também podem facilmente ser confundidos com outras doenças.

Na maioria das vezes, a forma leve da febre do Nilo Ocidental se manifesta com sinais como febre aguda, náusea e vômito, além de dor nos olhos, na cabeça e na musculatura.

No entanto, um em cada 150 infectados desenvolve casos severos. A encefalite é o quadro mais comum, que costuma vir acompanhada de febre, fraqueza, sintomas gastrointestinais e alterações neurológicas.

Não existe vacina

Ainda não existe vacina ou tratamento antiviral específico para o tratamento da febre do Nilo Ocidental. A recomendação do Ministério da Saúde é que, em casos sintomáticos, o paciente permaneça em repouso e com reposição de líquidos, quando indicado.

Mas há medidas protetivas recomendadas pelo órgão. Por exemplo, medidas individuais:

  • Usar repelentes;
  • Colocar tela em janelas;
  • Evitar exposição aos vetores durante o amanhecer e ao entardecer;
  • Evitar água parada e locais sem saneamento básico;
  • Não despejar lixos em lugares inadequados;
  • Não manusear animais mortos.

Além disso, essoas que trabalham ao ar livre, como agrônomos, zootecnistas, biólogos e agricultores, são considerados trabalhadores em risco.

Fonte: A Tarde

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