Onda de calor aumenta risco de desidratação; veja sinais e como proteger o corpo Crédito: Shutterstock
Uma onda de calor acompanhada de baixa umidade do ar coloca o organismo sob maior pressão e aumenta o risco de desidratação. Com temperaturas que já ultrapassaram os 40°C em diversas cidades brasileiras, a perda de água e sais minerais pelo suor e pela respiração exige cuidados extras, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças que podem afetar a regulação da temperatura corporal.
De acordo com Raul Queiroz Mota de Sousa, médico de Família e Comunidade da UBS Jardim Valquíria, em São Paulo, a sede não deve ser ignorada. “Quando apresentamos sintomas como sede, significa que nosso corpo já está apresentando um certo grau de desidratação, então beba bastante água”, explica.
A cor e a quantidade da urina também podem ajudar a perceber a necessidade de aumentar a ingestão de líquidos. Segundo o especialista, urina mais escura ou em menor quantidade pode indicar que o organismo está com pouca água.
Entre os primeiros sinais de desidratação estão:
- sede intensa;
- boca seca;
- cansaço;
- redução da quantidade de urina;
- urina mais escura.
Quando o quadro se agrava, podem aparecer tontura, confusão mental e ressecamento da pele.
Crianças e idosos precisam de atenção especial
Os sinais podem variar de acordo com a faixa etária. Em crianças, por exemplo, a ausência de lágrimas durante o choro, a boca seca, a urina escura e a redução da quantidade de urina estão entre os sinais de alerta.Nos idosos, a perda de elasticidade da pele, tontura e confusão mental podem aparecer com a desidratação. Gestantes, por sua vez, tendem a apresentar os sintomas gerais do quadro.
A perda de líquidos também pode ser agravada por vômitos e episódios frequentes de diarreia. Além disso, o organismo elimina água continuamente por meio do suor e da respiração, processo que se intensifica durante períodos de calor extremo. Sem tratamento adequado, a desidratação pode provocar complicações como lesões renais, alterações nos eletrólitos e problemas circulatórios.
Quanto líquido beber durante o calor?
O médico orienta, de forma geral, o consumo médio de 35 ml de líquido por quilo de peso corporal. A necessidade, porém, pode aumentar em situações de atividade física intensa ou exposição prolongada a temperaturas elevadas.Pessoas com doenças renais ou cardíacas precisam de orientação individualizada. Nesses casos, ingerir líquido em excesso também pode trazer riscos e a quantidade deve ser definida de acordo com a condição de saúde.
Além da água, leite, chás, sucos naturais sem açúcar e água de coco podem contribuir para a hidratação. Já os isotônicos são mais indicados para atletas de alto rendimento e situações de exercício intenso, nas quais há maior perda de eletrólitos.
Alimentos também ajudam na hidratação
A alimentação pode complementar o consumo de líquidos durante os dias mais quentes. Frutas com alto teor de água, como melancia, melão, abacaxi, laranja e morango, são boas opções. Entre os vegetais, alface, tomate e pepino também contribuem para a ingestão de água ao longo do dia.
Como evitar a desidratação durante a onda de calor
Além de manter a ingestão adequada de líquidos, algumas medidas ajudam a reduzir a perda de água pelo organismo:
- evite exposição direta ao sol nos horários de maior intensidade;
- prefira roupas leves e claras;
- use chapéu ou sombrinha ao sair;
- reduza atividades físicas intensas nos períodos mais quentes;
- mantenha água por perto ao longo do dia;
- use protetor solar regularmente.
A proteção da pele também é importante. Queimaduras solares podem comprometer a barreira natural da pele e contribuir para a perda de líquidos, além de causar desconforto.Durante períodos de calor extremo, portanto, não é preciso esperar a sede aparecer para beber água. Manter a hidratação ao longo do dia é uma das principais formas de reduzir os riscos provocados pelas altas temperaturas.
Fonte: Jornal Correio









