Por Aristóteles Drummond*
O Brasil tem vivido de fabricar escândalos, um atrás do outro. São casos de corrupção, nepotismo, irresponsabilidade no trato de assuntos públicos que se repetem e envolvem todo o arco da sociedade.
Os dois principais candidatos nas presidenciais do dia 25 de outubro têm problemas pelo envolvimento em casos de corrupção. O noticiário da campanha eleitoral vive em torno destes casos, o que não prestigia a democracia. Assuntos de interesse nacional ignoram.
Curioso é que estes anos de escândalos para tudo quanto é lado não viu surgir um movimento pelo bem. Não basta denunciar e combater malfeitos, mas também promover o bem, bons hábitos, bons conceitos, boas práticas. A melhor maneira de combater o que está errado é fazer e promover o que é certo.
O povo pede e quer justiça, repudia a impunidade. Mas precisa saber exaltar o certo, o que é bom, correto e deve ser exemplo. Para prosperar é preciso mão de obra qualificada e agregar valor ao que produzimos.
Um olhar sobre o histórico dos escândalos desde o primeiro mandato de Lula mostra que os acontecimentos atropelaram a necessidade da punição. Pouca gente presa, muitos esquecidos e podendo voltar a atuar a qualquer momento. O STF preso ao corporativismo. E desmoralizado.
Tem candidato que já foi cassado, preso, condenado, com penas anuladas e contas pessoais mal explicadas, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Tem quem comprou mansão mal explicada e pediu dinheiro a bandido.
Já não temos políticos austeros, de caráter, sem aspirações à fortuna; hoje as exceções estão limitadas a um núcleo de idealistas nos legislativos.
E não adianta afastar políticos, pois não existe democracia sem políticos. A arte da política é nobre, não podendo é se aceitar as práticas condenáveis. Renovar para melhorar, lembrando que a responsabilidade é de todos, a começar pelo eleitor.
O Brasil vem perdendo na comparação com muitos países . A opção pelo progresso fortalecendo a economia é que pode melhorar a vida da população e fortalecer o estado. Inflação e impostos altos prejudicam os menos favorecidos, agrava a questão social. E lança dúvidas quanto ao futuro.
Para gerar bons empregos é preciso atrair investimento, capacitar a mão de obra. O atraso se ataca com trabalho e pragmatismo.
Restaurar os valores da honra, do trabalho e do civismo será meio caminho para o progresso, qualidade de vida e paz social.
Alguém tem de promover a causa!
*Jornalista
“Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Hoje em Dia”.
Fonte: Hoje em Dia









