Imagem: Envato
Coca-Cola, Sadia e McDonald’s são as marcas mais associadas pelos brasileiros à Copa do Mundo na categoria de alimentos e bebidas. Segundo a pesquisa Branding Brasil, realizada pela Valometry, que mapeou o impacto do evento no consumo, a fabricante de refrigerantes lidera a intenção de compra com 76%, seguida por Sadia (61%), McDonald’s (54%), Seara (53%), Brahma (39%) e Budweiser (28%).
Na categoria de moda esportiva, Nike e Adidas aparecem praticamente empatadas, com 50% e 48% de consideração de compra, respectivamente. Entre as instituições financeiras, Visa registra 38%, à frente do Itaú, com 34%. Já no setor de serviços e plataformas digitais, iFood lidera com 52%, seguido por Uber (47%) e Zé Delivery (25%).
“O Brasil tem no futebol um ativo cultural que poucas nações conseguem reunir. Em um torneio que o torcedor vive como ritual, o espaço das marcas se conquista menos pelo tamanho do investimento e mais pela construção de um lugar verdadeiro no cotidiano de quem assiste”, afirma Ana Couto, CEO da anacouto, LAJE, Valometry e É, Faz & Fala.
O Branding Value Score, índice proprietário da Valometry que mede a força das marcas a partir de atributos relacionados a produto e pessoas, colocou a Nike na liderança, com 84 pontos. Adidas e Coca-Cola aparecem na sequência, ambas com 83 pontos. Entre as marcas nacionais, o Itaú foi o mais bem posicionado, com 71 pontos, seguido pela Brahma, com 66.
Itens da Copa no varejo alimentar
O Mundial deve movimentar R$ 4,32 bilhões no varejo nacional, segundo levantamento da da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), uma alta real de 6,5% em relação à Copa de 2022.
As vendas de alimentos e bebidas devem responder por quase 70% do faturamento extra gerado pelo Mundial, somando R$ 3,97 bilhões. O setor de vestuário e acessórios aparece como o segundo mais impactado pela competição, com expectativa de faturamento adicional de R$ 803,7 milhões. Na sequência estão artigos de uso pessoal e doméstico, com R$ 262,6 milhões, informática e comunicação, com R$ 198,5 milhões, e móveis e eletrodomésticos, com R$ 80,2 milhões.
Impulsionado pelo álbum da Copa do Mundo de 2026 e por outros itens relacionados ao Mundial, o segmento de jogos e figurinhas vendeu sete vezes mais unidades em maio na comparação anual. O avanço da categoria foi responsável por 13,5% de todo o crescimento em volume do varejo alimentar no mês, segundo dados do Radar Scanntech.
A cesta de bazar, que compreende jogos e figurinhas, registrou o maior crescimento do varejo alimentar em maio, com avanço de 11,2% no faturamento e 10,0% nas unidades vendidas. No cenário geral, o faturamento do varejo alimentar manteve o ritmo de crescimento nominal observado no acumulado do ano (1,6%), e o comportamento do consumidor segue estável e mais defensivo no ponto de venda.
O crescimento foi impulsionado pela aceleração dos preços médios (4,5%), enquanto as unidades vendidas recuaram 2,8%. Os dados da Scanntech indicam ainda que o cliente tem buscado embalagens maiores (1,0%) como estratégia para diluir o gasto. Ao mesmo tempo, observa-se redução na frequência de compras, refletida na retração de 2,7% no fluxo das lojas.
Os dados indicam que o impacto do futebol deve se manter nas próximas semanas. Segundo a empresa, o fluxo de clientes nas lojas costuma crescer 8,3% nos dias que antecedem jogos de futebol em mundiais e, caso a seleção brasileira chegue à final, o potencial de crescimento nas vendas gerais pode chegar a 8,6%.
Fonte: Mercado&Consumo









