Olho vermelho nem sempre é alergia: sintoma pode indicar doença altamente contagiosa Crédito: ChatGPT Open IA
Basta um olho vermelho para muita gente recorrer ao colírio que tem em casa ou acreditar que a irritação vai passar sozinha. Mas esse sintoma aparentemente simples pode esconder uma doença altamente contagiosa, capaz de se espalhar rapidamente entre familiares, colegas de trabalho e estudantes. Com a chegada dos dias mais frios, o alerta ganha força. Embora o inverno não provoque a conjuntivite viral, o hábito de permanecer por mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados favorece a circulação dos vírus responsáveis pela infecção.
Segundo o oftalmologista Leopoldo Ribeiro, do H.Olhos, o reconhecimento precoce dos sintomas é uma das principais formas de evitar surtos. “Muitas pessoas acreditam que se trata apenas de uma irritação passageira, mas a conjuntivite viral pode se espalhar com muita facilidade. Quanto antes os sintomas forem identificados e as medidas de prevenção adotadas, menor é o risco de transmissão”, explica.

Os primeiros sinais costumam incluir vermelhidão intensa, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, coceira, ardor, inchaço nas pálpebras e secreção aquosa. Em muitos casos, a infecção começa em um olho e, poucos dias depois, atinge o outro. Também é comum que venha acompanhada de sintomas semelhantes aos de um resfriado, como coriza, dor de garganta e febre baixa.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato com secreções contaminadas ou por objetos compartilhados, como toalhas, fronhas, maquiagem, colírios e até as próprias mãos. Por isso, medidas simples fazem diferença para interromper a cadeia de transmissão. Lavar as mãos com frequência, evitar tocar os olhos, não compartilhar objetos de uso pessoal e manter os ambientes ventilados estão entre as principais recomendações.
Quem está com conjuntivite também deve evitar cumprimentos com contato físico e, sempre que possível, permanecer em casa durante o período de maior transmissão. Embora a doença geralmente desapareça sozinha após alguns dias, o especialista alerta que o diagnóstico médico continua sendo importante para confirmar que se trata realmente de conjuntivite viral e descartar outras doenças oculares.
“O tratamento costuma ser voltado para aliviar os sintomas, com compressas frias, higiene adequada das pálpebras e lubrificantes oculares quando indicados pelo oftalmologista. Já o uso de colírios com antibióticos ou corticoides sem orientação pode mascarar o problema e até agravar o quadro”, afirma.
Outro cuidado importante é suspender o uso de lentes de contato até a recuperação completa, já que elas podem aumentar a irritação e dificultar a cicatrização. Especialistas também recomendam procurar atendimento rapidamente caso a vermelhidão seja acompanhada de dor intensa, piora da visão, sensibilidade excessiva à luz ou se os sintomas persistirem por vários dias.
Para Leopoldo Ribeiro, três atitudes fazem toda a diferença: evitar tocar os olhos, não compartilhar objetos pessoais e buscar orientação médica diante dos primeiros sinais da doença.
Fonte: Jornal Correio









