Saiba 5 mitos sobre amamentação que ainda confundem mães

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Imagem ilustrativa de amamentação – Foto: Foto: Ilustrativa | Magnific

A amamentação costuma vir acompanhada de dúvidas, especialmente nos primeiros dias após o nascimento. Durante o Agosto Dourado, o médico e naturopata Áureo Augusto chama atenção para crenças que podem aumentar a ansiedade das mães e explica como lidar com algumas delas.

1. A produção de leite não começa igual para todas

Nos primeiros dias depois do parto, a quantidade de leite pode gerar preocupação. A percepção de que o bebê está mamando pouco, porém, não significa automaticamente que ele esteja passando fome.

Áureo Augusto explica que o recém-nascido conta com reservas de gordura para esse período inicial e que a própria mamada exerce papel importante na produção.

“O principal estímulo para que o leite venha é justamente o bebê sugar o peito. Quanto mais cedo e com maior frequência ele for estimulado a mamar, maior tende a ser a produção do leite”, diz.

2. O leite materno pode ser “fraco”?

A aparência ou a quantidade percebida durante uma mamada não determina o valor nutricional do leite. A composição do leite materno muda ao longo do tempo e acompanha as necessidades do bebê.

De acordo com o especialista, até mesmo mulheres com alimentação pouco equilibrada geralmente conseguem produzir leite adequado. Situações extremas de desnutrição podem alterar esse cenário e exigem avaliação profissional.

3. Os benefícios vão além da nutrição

O momento da amamentação envolve uma série de estímulos físicos e afetivos. O contato próximo entre mãe e bebê ajuda na construção do vínculo, enquanto os componentes do leite participam da proteção imunológica e da formação da microbiota intestinal.

A própria movimentação feita pelo bebê durante a sucção também está relacionada ao desenvolvimento dos maxilares e da arcada dentária.

4. O que pode ajudar na produção do leite?

A frequência das mamadas é apontada como um dos principais fatores relacionados à produção. Hidratação adequada, alimentação baseada em frutasverduras e alimentos integrais e acompanhamento especializado também fazem parte dos cuidados indicados pelo médico.

O especialista cita ainda algumas práticas da naturopatia, como mingau de aveia e determinados chás. Essas opções, porém, devem ser avaliadas individualmente e utilizadas como complemento, sem substituir acompanhamento médico ou de outros profissionais habilitados.

5. Mãe também precisa de suporte

A responsabilidade pela amamentação não precisa recair exclusivamente sobre a mulher. O período após o parto envolve mudanças físicas e emocionais e pode ser marcado por cansaço e insegurança.

Para Áureo Augusto, familiares, companheiros, amigos e profissionais de saúde podem ajudar a construir um ambiente mais favorável. “Hoje, especialmente nas grandes cidades, é importante que essa rede seja construída”, afirma.

Grupos de apoio, pessoas de confiança e equipes da Estratégia Saúde da Família estão entre os caminhos apontados pelo especialista para quem precisa de orientação ou auxílio durante o puerpério.

Agosto Dourado reforça informação sobre aleitamento

A campanha de agosto amplia a discussão sobre o aleitamento e busca aproximar mães e famílias de informações confiáveis. Para além das dúvidas sobre a quantidade ou a qualidade do leite, o período envolve aspectos físicos, emocionais e sociais que podem interferir na experiência de cada mulher.

Em caso de dificuldade para amamentar, dor, dúvidas sobre a alimentação do bebê ou preocupação com a produção de leite, a recomendação é buscar avaliação de um profissional de saúde.

Fonte: A Tarde

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