Japão realiza a primeira cirurgia com células-tronco no coração

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Procedimento ocorreu com uma mulher de 50 anos com insuficiência cardíaca grave – Foto: Foto ilustrativa criada com auxílio de IA

Um hospital do Japão realizou a primeira cirurgia do mundo com lâminas de células-tronco de músculo cardíaco disponíveis comercialmente. O procedimento foi feito em uma mulher de 50 anos com insuficiência cardíaca grave, segundo o cirurgião responsável pela operação.

A cirurgia durou cerca de uma hora e foi realizada na terça-feira,29. Durante o procedimento, foram implantadas três lâminas de cardiomiócitos derivados de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) no coração da paciente.

O procedimento representa o primeiro uso clínico dessa terapia regenerativa desde que o governo japonês concedeu aprovação condicional ao tratamento, em março deste ano.

A técnica utiliza células iPS para produzir células do músculo cardíaco, com o objetivo de auxiliar na recuperação da função do coração. A terapia é considerada uma das estratégias em desenvolvimento para o tratamento de doenças cardíacas graves.

Resultados dos primeiros testes

Antes da aprovação, a terapia foi avaliada em oito pacientes com doença cardíaca isquêmica, condição provocada pelo estreitamento ou bloqueio das artérias coronárias, responsáveis pelo fornecimento de sangue ao coração.

Segundo informações divulgadas pela mídia local, os oito pacientes apresentaram redução dos sintomas após o tratamento. Em quatro deles, também foi observada melhora na função cardíaca.

A cirurgia mais recente foi conduzida por Yoshiki Sawa, que dirige o Hospital Osaka Keisatsu. Após o procedimento, o cirurgião afirmou que a expectativa é de que a terapia contribua para melhorar a qualidade de vida da paciente.

“Esperamos que isso melhore a qualidade de vida do paciente”, disse Sawa.

A realização da cirurgia abre uma nova etapa para o uso clínico de terapias regenerativas baseadas em células iPS no tratamento de doenças do coração. Por ter recebido aprovação condicional, a tecnologia ainda depende do acompanhamento dos pacientes e da avaliação de seus resultados clínicos.

Fonte: A Tarde

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