Aristóteles Drummond*
O Brasil tem vivido justificado orgulho de seu agronegócio pela qualidade, tamanho e presença internacional. Também na mineração não andamos mal, embora pudéssemos agregar mais valor na exploração, que pede capital estrangeiro para novos minerais estratégicos e tecnologia de ponta.
Pena que um certo e injustificado preconceito omita o sucesso de nossos bancos, desde sempre, e nas últimas décadas estão no mesmo patamar das maiores organizações do mundo capitalista, não só em tecnologia, mas no trato com clientes e na atração de investimentos que fazer circular a economia geradora de empregos e renda por meio do volume investido na indústria, comércio, agro e não apenas dos investidores poupadores.
A gestão de grandes somas, patrimônio de famílias abastadas, tem crescido e incentivado novos produtos e a presença internacional relevante, que prestigia nossa economia. Já temos bancos presentes em mercados internacionais. E apesar de muitos escritórios especializados e de qualidade, a chancela de um grande banco é uma garantia a mais.
Bancos como Bradesco já estão nos EUA – Flórida, especialmente – e Luxemburgo, supervisionados por executivos a partir de São Paulo, como o caso de Leandro Karam, já reconhecido no mercado pelo conjunto dos serviços prestados incluindo heranças e sucessão empresarial. O Itaú também atua entre os grandes. A segurança é total.
Os bancos passaram a prestar outros serviços que atendem e protegem clientes, como nos seguros, com destaque para os de saúde, de vida, previdência, autos, embarcações e outros. O seguro no Brasil muito deve a empresários e executivos do talento e carisma de Amador Aguiar e Antônio Carlos Almeida Braga. E lá atrás a Antônio Larragoiti e a coordenação de José Luiz Magalhães Lins, pois até então só tínhamos a Sul América como grande player e hoje pertence ao Grupo D’OR, de hospitais. Três empresas se uniram e depois cada uma tomou seu rumo. O Itaú passou a ter seguradora, mas bem menor.
Falta ainda uma política que incentive a atividade, pois estamos mal no mundo do uso dos seguros. Patinamos em pouco mais de 5% do PIB quando na União Europeia é superior a 12%. Questão de cultura também.
Afinal, não se pode ignorar que onde prosperamos, com ganhos sociais relevantes, na saúde, a meia centena de milhões de brasileiros protegidos pelo setor privado, fundamental para que o SUS tenha o mínimo de eficiência.
O que o país pede é mais fiscalização, seleção, segurança e controle. O governo não pode nem deve bancar riscos assumidos pelo público para pagar menos ou ganhar mais e desgastar o mercado como no caso Master.
*Jornalista
“Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal Hoje em Dia”.
Fonte: Hoje em Dia









