Alerta de saúde pública: doença falciforme afeta até 100 mil brasileiros; veja sintomas

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Foto: Divulgação/Hemorio

No dia 27 de outubro, é celebrado o Dia Nacional da Doença Falciforme, condição genética e hereditária que altera a hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. A alteração faz com que as hemácias, normalmente arredondadas, adquiram formato semelhante ao de uma foice, dificultando a circulação sanguínea e podendo provocar anemia, crises intensas de dor, infecções e danos a diferentes órgãos.

A principal forma de identificação da doença em recém-nascidos é o teste do pezinho, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Crianças maiores e adultos que não realizaram a triagem neonatal podem fazer a eletroforese de hemoglobina, exame também disponível na rede pública.

Números

No Brasil, as estimativas dão conta que entre 60 mil e 100 mil pessoas vivam com a doença falciforme. Entre 2014 e 2020, o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) identificou, em média, 1.087 novos casos por ano, o equivalente a 3,75 casos para cada 10 mil nascidos vivos. A condição é mais frequente na população negra, embora possa atingir pessoas de diferentes origens.

O tratamento inclui acompanhamento médico contínuo, vacinação, prevenção de infecções, medicamentos como a hidroxiureia, controle das crises de dor e, quando necessário, transfusões de sangue.

Para pacientes que atendem a critérios específicos, o transplante de células-tronco hematopoéticas, conhecido como transplante de medula óssea, pode oferecer possibilidade de cura. O SUS dispõe de protocolo clínico nacional para orientar o cuidado.

“A conscientização sobre a enfermidade é uma grande oportunidade para reforçar a importância da triagem neonatal, do acesso ao tratamento e do combate ao preconceito. O Dia Nacional da Doença Falciforme é lembrado em 27 de outubro. São necessárias mais campanhas como esta para ampliar a consciência de um diagnóstico precoce”, adverte a médica geneticista e presidente da Sbteim, Dra. Carolina Fischinger.

Fonte: Acorda Cidade

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