Conheça o nutracêutico que pode combater gordura no fígado

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Nutracêutico pode ser alternaiva a remédios que possuem efeitos colaterais

Um nutracêutico à base de urucum foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pode ser um aliado no combate à gordura no fígado. Em parceria com uma startup criada por ex-alunos da universidade, o produto já está a caminho das prateleiras.

Através de uma tecnologia já patenteada pela Unicamp, o produto foi criado com o extrato da semente de urucum. Para quem não sabe, nutracêutico é um suplemento alimentar feito a partir de alimentos que contém compostos benéficos para saúde do ser humano.

De acordo com os pesquisadores da instituição de ensino, o público-alvo deste suplemento são as pessoas com obesidade ou sobrepeso. Esse público tem a tendência maior de desenvolver acúmulo de gordura no fígado, que são as doenças hepáticas.

Nossa sociedade passa por um momento muito crítico que, além das limitações nutricionais por razões socioeconômicas, ocorrem também questões derivadas pela qualidade nutricional em função do estilo de vida e do consumo de alimentos ultraprocessados. O surgimento de suplementos nutricionais, de origem natural, está em crescimento acelerado, suprindo diversas deficiências nutricionais, numa posição principalmente preventiva”, destaca o co-fundador da startup, Eduardo Aledo, em entrevista ao g1.

Por que urucum e quais os resultados?

O urucum foi escolhido por ter ação antioxidante e anti-inflamatória, já notada pelos pesquisadores em estudos anteriores. Durante a pesquisa, foi induzido uma dieta hiperlipídica em animais obesos, simulando o diabete tipo 2. Depois, as cobaias receberam tratamento com óleo da semente de urucum.

Os animais que receberam o óleo de urucum tiveram uma melhora na resposta nos parâmetros hepáticos em relação àqueles que não foram tratados. Então o bioativo foi de importância para melhorar a esteatose hepática em diabete tipo 2 induzida por dieta hiperlipídica”, diz o professor Mário Roberto Maróstica Júnior, da Faculdade de Engenharia de Alimentos.

Por ser um produto obtido por vias naturais, ele se torna uma alternativa a medicamentos tradicionais, que possuem efeitos colaterais no paciente. Agora, a comercialização depende da liberação do registro como suplemento industrial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fonte: bnews.com.br

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