Foto: ACM
Depois de revelar que Feira de Santana movimenta R$ 3,4 bilhões por mês em transações via Pix, segundo levantamento da NexOS, o Acorda Cidade traz um novo conjunto de dados, que aprofunda o entendimento sobre o potencial econômico da cidade, com foco em nichos de negócios, que ainda têm grande capacidade de crescimento. Os dados mostram quem realmente vive, consome, trabalha e influencia o mercado local.
Núcleo econômico da cidade
Com uma população adulta estimada em 465 mil pessoas, a pesquisa da NexOS destaca que esse número ajuda a entender o comportamento financeiro e de consumo dos feirenses, sendo esse o contingente de pessoas que compra, contrata serviços, movimenta o varejo, além de abastecer o setor de entretenimento e lazer.
As marcas que deveriam estar em Feira (e não estão)
O levantamento da NexOS destaca ainda que Feira de Santana representa um dos mercados mais subaproveitados pelas grandes marcas nacionais, já que é uma cidade de grade movimentação financeira através do pix e ainda tem setores com grande potencial de crescimento.

Potencial inexplorado na cidade
Financeiro e Fintechs
72 mil jovens casados começando a vida + R$ 3,4 bi/mês em Pix + crédito per capita de R$ 12.623. Feira é terreno fértil para bancos digitais, fintechs de crédito, seguros, consórcio e investimento. O Pix já é infraestrutura: parcelamento via Pix, desconto à vista, cobrança por QR code no mercadinho.
Educação
56 mil famílias com filhos adolescentes + circuito de faculdades e cursinhos. Plataformas de ensino, cursos técnicos, preparatórios para concurso, graduação EAD. Feira já é polo educacional do interior baiano, quem ampliar a oferta com comunicação territorial ganha escala sem competir com Salvador.
Saúde
57 mil idosos casados + 15 mil idosos sozinhos + rede de hospitais e clínicas. Planos de saúde, farmácias, saúde domiciliar, telemedicina. O público está ali, com renda estável e necessidade crescente.
Alimentos e Supermercados
54% dos domicílios chefiados por mulheres, a decisora de compra da casa. Redes de supermercado, atacadões, aplicativos de delivery de mercado. Feira tem volume e frequência de compra para justificar presença dedicada.
Automotivo e Mobilidade
Polo rodoviário com frota intensa, oficinas, borracharias, autopeças vivem da frota que corta a cidade. Montadoras, concessionárias, apps de mobilidade, seguro auto. O entroncamento BR-101/BR-116 faz de Feira um hub logístico natural.
Moda e Beleza
Comércio de confecção e calçados é o coração econômico. Salões de beleza e barbearias sustentam famílias inteiras. Marcas de fast fashion, cosméticos, cuidado pessoal. Grandes marcas têm base de consumidoras que já compra por catálogo e WhatsApp.
Agro e Insumos
Em épocas de vaquejada e feira agropecuária, o consumo sobe. Marcas de insumos agrícolas, suplementos animais, equipamentos rurais, o público está nas feiras livres e nos postos da BR.
As categorias foram definidas com base no cruzamento de dados de consumo, demografia e vocação territorial.

Para especialistas da área de inteligência de mercado, a conclusão é clara: Feira de Santana é um caso clássico de “mercado visto pela metade”, grande demais para ser ignorado, mas ainda pouco mapeado pelas métricas tradicionais das big techs. E isso acontece porque, de modo geral, as plataformas priorizam algoritmos de interesse nacional e regional, deixando lacunas nos dados hiperlocais.
Fonte: Acorda Cidade









