Foto: Paulo José / Acorda Cidade
Com cinco dias de paralisação e adesão crescente dos funcionários em Feira de Santana, a greve nacional dos trabalhadores dos Correios travou os centros de tratamento de encomendas e cartas na cidade. Os funcionários cobram uma posição da empresa em relação às mudanças no plano de saúde da categoria.
Segundo Jóbson Barbosa, da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os centros de tratamento de encomendas e cartas estão todos travados, sem entrada ou saída de nenhum material desde a madrugada desta terça-feira (15).
“Hoje os centros de tratamento de encomendas e cartas estão todos travados. Inclusive, esse aqui. Não está saindo nada aqui, não vai sair nada. A empresa tem que parar, sentar e negociar e respeitar a classe trabalhadora. Nesse momento a gente está fazendo um trabalho de convencimento dos trabalhadores e conclamando para que eles deixem os veículos. Eles estão atendendo, estão deixando os veículos. É um trabalho de convencimento. É árduo, mas a gente chega lá.”
Ao Acorda Cidade, o diretor salientou que a greve nacional segue por tempo indeterminado, até o “triunfo” da categoria.
Jóbson afirmou que na segunda-feira (14), mais trabalhadores aderiram à greve, que começou na última quinta-feira (10). Ele reforçou que a principal reivindicação é a questão do plano de saúde.
“A avaliação que eu faço do movimento é boa, é a melhor possível. Ontem nós tivemos mais adesão de trabalhadores, o quantitativo dos grevistas está aumentando. A gente fica feliz por isso porque a insatisfação do trabalhador é grande. E ninguém quer brincar com saúde. Saúde é coisa séria e o foco da gente mesmo é a questão do plano de saúde, que a empresa quer, vou dizer no grosso, tirar o corpo fora e deixar tudo por conta do trabalhador, arcando com 100% do plano de saúde.”
O diretor também destacou que, até o momento, a empresa não voltou a abrir o canal de negociação, mas disse que, se houver interesse dos Correios, a categoria está disposta a negociar.
“A gente não tem também interesse em prejudicar a população, os próprios trabalhadores, a empresa que a gente trabalha, e tem que manter pública e de qualidade. Até o momento não houve nenhuma sinalização, mas já foi marcado o julgamento do dissídio para o dia 21, na próxima segunda-feira, existindo também uma possibilidade de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho) até a sexta-feira que vem.”
O diretor explicou que, apesar do movimento estar crescendo mais a cada dia de mobilização, 20% dos trabalhadores de Feira de Santana não aderiram à greve nacional, por conta da lei que estabelece um limite de adesão para que as atividades continuem.
Todos os estados estão em greve, sem exceção, e o movimento tem crescido a cada dia, porque a insatisfação do trabalhador é retada. Por lei, mantém-se o percentual de trabalhadores. Agora, mesmo diante disso, alguns trabalhadores estão vindo para a greve, diante da insatisfação que eles estão tendo.”
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
Fonte: Acorda Cidade









