Black Friday 2026 deve movimentar R$ 14,47 bilhões

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Imagem: Shutterstock

A Black Friday de 2026 deve movimentar R$ 14,47 bilhões e alcançar 18,3 milhões de pedidos, segundo projeção de pesquisa da Stefanini Marketing, unidade de negócio do Grupo Stefanini.

O estudo aponta uma mudança no comportamento do consumidor. Pela primeira vez, o ticket médio deve recuar de R$ 808 para R$ 790,71, apesar do aumento do faturamento e de o número de consumidores e pedidos atingir patamares recordes na semana do evento, considerando o período de segunda a domingo.

“O cenário do levantamento para 2026 revela um consumidor mais experiente, que aprendeu a utilizar as ferramentas digitais a seu favor e que chega à Black Friday de 2026 com a inteligência artificial como aliada para pesquisar, comparar e ajudá-lo a tomar decisões de compra”, afirma Guilherme Stefanini, CMO Global do Grupo Stefanini e CEO da Stefanini Marketing.

A análise, conduzida pela Gauge, Ecglobal e W3haus, empresas da Stefanini Marketing, combina um painel quantitativo com mil respondentes, entrevistas em profundidade, análise semântica de prompts e simulações controladas de respostas de Inteligência Artificial. Em 2025, a margem de erro da pesquisa foi de 2%.

Datas duplas entram no jogo

As datas duplas também ganharam espaço nessa jornada. Entre os participantes da pesquisa, 94% afirmam conhecer eventos como 9.9, 10.10 e similares, enquanto 45,6% já os utilizam como referência de preço. Incorporadas ao calendário promocional dos marketplaces, essas datas deixaram de funcionar apenas como oportunidades pontuais de compra. O 11.11 de 2025, por exemplo, movimentou R$ 2,78 bilhões, mais que o dobro do ano anterior.

Com a multiplicação das campanhas promocionais ao longo do ano, o consumidor passou a aproveitar diferentes janelas e, ao mesmo tempo, a usá-las como parâmetro para avaliar ofertas futuras. Assim, quando chega à Black Friday, em novembro, já carrega um histórico de preços e referências que o ajuda a identificar se o desconto apresentado representa, de fato, uma oportunidade.

A transformação também aparece nos produtos que chegam ao carrinho. Os dados de mercado de 2025 já sinalizavam essa mudança: pela primeira vez na série histórica, Moda e Calçados superaram Smartphones em volume de vendas na Black Friday.

A intenção de compra para 2026 reforça esse movimento. Roupas lideram, com 55%, seguidas por eletrônicos pessoais (46%), beleza e perfumaria (40%), eletrodomésticos (39%) e calçados (37%). Supermercado, categoria que há poucos anos sequer fazia parte do questionário, já aparece com 26% das intenções de compra.

Fonte: Mercado&Consumo

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