Acompanhar a variação de valores antes da Black Friday é indispensável para identificar descontos reais e evitar abusos

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Foto: Jorge Magalhães

Na expectativa dos esperados anúncios sobre as promoções e descontos anunciados pelas lojas para a Black Friday, que neste ano acontece no dia 27, última sexta-feira do mês, os consumidores devem, antes de sair às compras, fazer não apenas uma pesquisa de preços, mas pedir orçamento dos produtos que lhes interessam.

Aumentar os preços configura prática abusiva. Por isso, é interessante para quem vai às compras dar uma espiadinha nos cartazes que anunciam os preços de hoje daquela sonhada televisão gigante de tela plana, da máquina de lavar ou da geladeira imensa. A iniciativa pode livrar de possível propaganda enganosa.

Black Friday
Foto: Jorge Magalhães

De posse das anotações dos preços, o consumidor pode fazer a comparação para verificar se realmente os itens estão em promoção – com o valor do desconto anunciado – ou se a empresa aumentou o preço do produto para depois dar o desconto anunciado. A busca também vai lhe mostrar onde encontrar os menores preços.

A pesquisa é a medida mais eficiente para descobrir possíveis maquiagens nos preços – sempre para cima – ou a popular ‘marretagem’, não tão incomum no período. A euforia estimulada pelas propagandas de preços baixos leva o consumidor às compras, e ele é vitimado pela ‘Black Fraude, tudo pela metade do dobro’.

Black Friday
Foto: Jorge Magalhães

Aumentar o preço dias antes para fingir um desconto na Black Friday é considerado prática enganosa e abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor, de acordo com o artigo 39. Prints do preço antigo e do preço “promocional” são provas. Deve-se guardar o e-mail de confirmação, a nota fiscal e o histórico de conversas.

Como denunciar

As reclamações podem ser feitas ao Procon, órgão de proteção ao consumidor, que fiscaliza e multa empresas que simulam esses descontos. O interessado pode obter informações pelo telefone 3617-1969.

Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação Social (Secom).

Fonte: Acorda Cidade

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